sexta-feira, 26 de outubro de 2007

XXXVI FESTIVAL DE POESIAS DO CENSA


Melhor interprete
Isabel Queiroz Menezes
Turma: 603
Poema: Sinto Muito
Nossos antigos povos,
sem maldade, viraram a mente
e deixaram a ingenuidade levar.
A mesma não habitava
na cabeça de gananciosos.
Roubaram nossa mercadoria,
lucrando o pensamento
no azul do próprio dia.

Muitos anos se passaram.
Vejo uma historia
nada comovente
se repetir incondicionalmente.
Agora, ao contrario,
os brasileiros pensam
em saldos bancários.

O mundo se torna desumano.
Cada vez mais se considera o dinheiro
É o abismo moral,
é a tristeza de um ser
que não pensa mais em você,
danificando seu espiritual.

Me indago infielmente.
Cadê o meu povo heróico,
para cuidar dos lindos bosques?
Os filhos dessa Terra Garrida
parecem preocupados com a “granita”!
Sinto muito.pátria amada, Brasil!

XXXVI FESTIVAL DE POESIAS DO CENSA


1º lugar
Luiza Wagner do Rego Barros
Turma 501
Poesia: Poema
Ser poeta é ver luz
na mais pura escuridão.
Ser poeta é dar a tudo
um motivo de inspiração!

Ser poeta é ver estrelas
em um céu nublado,
ser poeta é ver chuva
em um dia ensolarado.

Ser poeta é ver ba duvida
a mais pura certeza.
Transformar o sol em lua
pintar as formas com beleza.

Ser poeta é viver o agora.
E a cada minuto, intensamente,
sonhar ate o infinito
como se tudo acabasse de repente.

Ser poeta é dar a tudo
um toque de magia.
Ser poeta é ver o mundo
em forma de poesia


XXXVI FESTIVAL DE POESIAS DO CENSA



2º lugar
Guilherme Maia de Souza Rodrigues
Turma 601
Poesia: Por quê ?

Por que o rancor?
O necessário é o amor.
Por que roubar?
Legal mesmo presentear
Por que as palavras para o mal? Nos temos que falar do bem!
Se possível... ir alem!
Por que fazer alguém
De seus sonhos desistir,
Se no fundo, no fundo,
O que todos querem é sorrir.
Por que o mal? E por que o bem?
Ah.... esses sãos dois lados
Você é quem vai escolherO que for melhor para viver!

XXXVI FESTIVAL DE POESIAS DO CENSA



FOTOS


CATEGORIA: 5º a 8º ANOS







3º Lugar
Thomaz Muylaert de Carvalho Britto
Turma: 602
Poesia
A Poesia
Formada pela imaginação,
Definida pelo pensamento
Escrita pelas próprias mãos.
Em meu pensamento
As borboletas voam com cores brilhantes.
Em uma casa perdida
Encontro o desejado diamante.
Regando flores mágicas,
Escrevendo poemas,
Encontro a minha imaginação,
Fruto de idéias e compreensão.
Com a imaginação
Cavalgo o arco-íris,
Brilho com as estrelas,
Escrevo poesia.
Vivendo nesse mundo "aborrecente",
Percebo que essa poesia
É apenas uma travessia de pré- adolescente.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

EVENTO





Programação 2007
......
O Medo OriginalOrigens da Violência


Jean-Yves Leloup nos convida a nos interrogarmos, junto com ele, sobre as Origens da Violência, dizendo que, talvez uma delas seja a nãoresposta, quando somos interrogados, acerca dessa questão, tanto no nível exterior como interior.


Neste encontro, Jean-Yves estará refletindo sobre as origens da violência, através da metodologia transdisciplinar. No primeiro momento, a Etologia, segundo Konrad Lorenz, (Prêmio Nobel de Medicina - 1973), em relação ao comportamento e à violência no mundo animal, mostra que, nos grupos de animais, a agressividade se reporta à defesa do território, com relação às fêmeas e à caça. Conhecer o próprio território, fazê-lo respeitado e respeitar o território do outro é o grande desafio do animal humano. Para Konrad Lorenz o homem hipertrofiou seu instinto agressivo, tornando sua agressividade mais perigosa e mortífera do que a do animal. Qual seria a sua dificuldade para esta questão? Os animais praticam seus rituais de apaziguamento, o homem os esqueceu; seria “oferecer a outra face”, um deles?


Em seguida estará lembrando que o homem não é feito apenas de necessidades e instintos, ele possui também desejo e, para o filósofo René Girard, é aí que se encontra a gênese da violência. Ele parte da observação de que o nosso desejo se alimenta daquilo que está mais próximo e vem da nossa mais tenra infância. É comum observarmos duas crianças disputando o mesmo brinquedo, não por conta do valor intrínseco do objeto, mas tão somente porque a outra criança o valoriza. Desejo Mimético: o atributo humano de desejar o desejo do outro.O desejo mimético está nas origens mais antigas da humanidade ligada à violência e ao sagrado, numa escala, ao mesmo tempo, suicida e secreta.


Como desejar nossos próprios desejos? Desejo e medo, as duas faces da mesma moeda?


Jean-Yves estará também, através do Livro da Gênese, interrogando sobre o primeiro crime da humanidade e, a partir deste texto simbólico, sobre o que vai motivar a violência, lembrando-nos de que os personagens bíblicos Caim e Abel são arquétipos e que se encontram em cada um de nós, sendo muito importante reconhecer essas presenças.


Em síntese, Eva dá à luz Caim e seu irmão Abel, cabendo ao primeiro cultivar o solo, e ao segundo, pastorear. Tempos depois, Caim teve sua oferenda – produtos do seu solo – recusada por YHWH, Aquele que É , enquanto a oferenda de Abel – filhotes do seu rebanho – fora aceita por YHWH. O texto nos faz pensar porque a oferenda de Abel foi aceita e a de Caim foi recusada. Como estar com um bom semblante depois de nossa oferta ser recusada? Como evitar a raiva, a inveja e o ciúme que nos levam ao assassinato? O que faz com que um se sinta amado e aceito pelo Fundamento de seu ser, a quem podemos chamar de Deus, e o outro, não?
Acerca destas e de muitas outras interrogações, estaremos, nesse encontro, refletindo e buscando sentidos para que possamos, todos, continuar na busca de nossa Utopia Realizável – A Cultura de Paz!


Jean-Yves Leloup - Ph.D. em Psicologia - New York, Doutor em Teologia e Filosofia - Strasbourg, Professor da Universidade da Califórnia - Los Angeles, formado em Terapia Iniciática por Graf Dürkheim. Co-fundador da Unipaz, mentor do Colégio Internacional dos Terapeutas, padre ortodoxo (hesicasta) que transmite a Meditação da “Oração do Coração” e conferencista internacional. Autor de numerosas obras no Brasil e na Europa. Traduziu e interpretou textos sapienciais bíblicos.


Data: 10 de Novembro de 2007.


Horário: Sábado 9:00 às 18:00
Local: Auditório da ESHO


Rua Tenente Possolo, 33 - Centro - RJ
Investimento: R$ 300,00


(Vendas Antecipadas)


Facilidades de Pagamento:Cheque pré-datado


- 2 parcelas de R$150,00 (10/10 e 10/11)


Cartão de crédito VISA - 3 parcelas de R$100,00


Descontos para grupos:grupos de 3 a 5 pessoas


- 10% de descontogrupos de 6 a 10 pessoas - 20 % de desconto
Informações e vendas antecipadas: UNIPAZ -RJ


Tel: (21) 2266-4585 e 2266-3222



VAGAS LIMITADAS

sábado, 20 de outubro de 2007

JEAN YVES LELOUP


JEAN-YVES LELOUP

JEAN-YVES LELOUP
no Rio de Janeiro
O Medo Original
Origens da Violência

Jean-Yves Leloup nos convida a nos interrogarmos, junto com ele, sobre as Origens da Violência, dizendo que, talvez uma delas seja a não resposta, quando somos interrogados, acerca dessa questão, tanto no nível exterior como interior. Neste encontro, Jean-Yves estará refletindo sobre as origens da violência, através da metodologia transdisciplinar. No primeiro momento, a Etologia, segundo Konrad Lorenz, (Prêmio Nobel de Medicina - 1973), em relação ao comportamento e à violência no mundo animal, mostra que, nos grupos de animais, a agressividade se reporta à defesa do território, com relação às fêmeas e à caça. Conhecer o próprio território, fazê-lo respeitado e respeitar o território do outro é o grande desafio do animal humano. Para Konrad Lorenz o homem hipertrofiou seu instinto agressivo, tornando sua agressividade mais perigosa e mortífera do que a do animal. Qual seria a sua dificuldade para esta questão? Os animais praticam seus rituais de apaziguamento, o homem os esqueceu; seria “oferecer a outra face”, um deles?
Em seguida estará lembrando que o homem não é feito apenas de necessidades e instintos, ele possui também desejo e, para o filósofo René Girard, é aí que se encontra a gênese da violência. Ele parte da observação de que o nosso desejo se alimenta daquilo que está mais próximo e vem da nossa mais tenra infância. É comum observarmos duas crianças disputando o mesmo brinquedo, não por conta do valor intrínseco do objeto, mas tão somente porque a outra criança o valoriza. Desejo Mimético: o atributo humano de desejar o desejo do outro. mimético está nas origens mais antigas da humanidade ligada à violência e ao sagrado, numa escala, ao mesmo tempo, suicida e secreta.
Como desejar nossos próprios desejos? Desejo e medo, as duas faces da mesma moeda? Jean-Yves estará também, através do Livro da Gênese, interrogando sobre o primeiro crime da humanidade e, a partir deste texto simbólico, sobre o que vai motivar a violência, lembrando-nos de que os personagens bíblicos Caim e Abel são arquétipos e que se encontram em cada um de nós, sendo muito importante reconhecer essas presenças.
Em síntese, Eva dá à luz Caim e seu irmão Abel, cabendo ao primeiro cultivar o solo, e ao segundo, pastorear. Tempos depois, Caim teve sua oferenda – produtos do seu solo – recusada por YHWH, Aquele que É , enquanto a oferenda de Abel – filhotes do seu rebanho – fora aceita por YHWH. O texto nos faz pensar porque a oferenda de Abel foi aceita e a de Caim foi recusada. Como estar com um bom semblante depois de nossa oferta ser recusada? Como evitar a raiva, a inveja e o ciúme que nos levam ao assassinato? O que faz com que um se sinta amado e aceito pelo Fundamento de seu ser, a quem podemos chamar de Deus, e o outro, não?
Acerca destas e de muitas outras interrogações, estaremos, nesse encontro, refletindo e buscando sentidos para que possamos, todos, continuar na busca de nossa Utopia Realizável – A Cultura de Paz!
Jean-Yves Leloup - Ph.D.em Psicologia - New York, Doutor em Teologia e Filosofia - Strasbourg, Professor da Universidade da Califórnia, formado em Terapia Iniciática por Graf Dürkheim, Co-fundador da Unipaz, Mentor do Colégio Internacional dos Terapeutas, Padre ortodoxo (hesicasta) que transmite a Meditação da “Oração do Coração” e Conferencista internacional. Autor de numerosas obras no Brasil e na Europa.

DATA: 10 de Novembro de 2007 (Sábado)
LOCAL: Auditório da ESHO
Rua Tenente Possolo, 33 - 9º andar
Centro - Rio de Janeiro

HORÁRIO: 9:00 às 18:00h.

Informações e Inscrições:UNIPAZ - Universidade Internacional da PazCampus UNIPAZ-RJRua Paulino Fernandes, nº3 - casa Botafogo - RJTel/Fax.: (21) 2266-4585 / 2266-3222e-mail:
unipaz@uol.com.brhttp://www.unipazrj.org.br

ESPECIAL LELOPU NO BRASIL

CONHEÇA AINDA SEUS ULTIMOS LANÇAMENTOS

Jesus e Maria Madalena
desvendando os mistérios da relação de Jesus Cristo e Maria Madalena

Ricardo Gomes

A relação entre Jesus e Maria Madalena escreve uma das páginas mais lindas do Evangelho. É exatamente sobre este encontro que o novo livro de Leloup é narrado, a partir do momento em que o arrependimento da humanidade encontra a compaixão de Deus. Jesus e Maria Madalena- para os puros, tudo é puro fala da intimidade de Cristo e revela um ser humano de tal forma integrado com sua humanidade e afetividade, que é capaz de manifestar intimidade e preferências. Por isso, apesar de histórico, o livro é naturalmente atual e revelador, seguindo o perfil das outras obras do autor.
Qual teria sido a natureza das relações entre Jesus de Nazaré e a figura feminina a quem a tradição crista deu o nome de Maria Madalena? Se “o Verbo se fez carne”, se convém levara serio o mistério da encarnação, será possível imaginar que o Cristo tenha renunciado a qualquer tipo de amor carnal? Com base na historia, nos evangelhos canônicos, nos apócrifos e na teologia, poderíamos tirar alguns ensinamentos sobre esse assunto?
Jean Yves Leloup, padre e teólogo ortodoxo, especialista nestas questões e tradutor, em particular, dos evangelhos de Maria, de Felipe e de Tomé, todos publicados no Brasil, pela Editora Vozes, aborda a relação “amorosa” de Jesus e de Maria Madalena à luz da palavra de Paulo: “ Para os puros, tudo é puro”. Em vez de suscitar qualquer tipo de escândalo com suas afirmações precisas e sem tabus, ele pretende estimular nossa perplexidade diante do “realismo da encarnação de Jesus.”

O fulgurante sucesso de uma obra literária que aborda a sexualidade de Jesus, cujo teor difere totalmente da posição oficial da Igreja Católica, e das demais denominações cristas, talvez justifique especialmente pela novidade, que Dan Brown, em seu livro Código Da Vince,tenha conquistado um meio mundo de leitores. O que tem de especial numa obra que o próprio autor classifica como ficção, é o afã que muitos tem em relação a pessoa de Jesus Cristo? O que não se pode negar é que o assunto acabou interessando não apenas aos cristãos, mas a praticamente todos que se interessam pela historia da religião.
Na definição de fé da Igreja, o Verbo se fez carne plenamente, ou seja, assumiu a condição humana em todos os aspectos, sem deixar-se corromper e perder a identidade divina. E justamente o que o padre ortodoxo, Jean Yves Leloup, trata em seu livro Jesus e Maria Madalena - para os puros, tudo é puro, lançado pela Editora Vozes. Leloup, que dedica há muito tempo às questões relacionadas à encarnação, reúne no livro a síntese de suas pesquisas, onde relata-nos: “nada nos permite afirmar que Cristo tenha exercido a plenitude de sua sexualidade, que não se reduz a genitalidade, com Maria Madalena ou qualquer outra mulher. E no respeito a mais estrita ortodoxia e ao Dogma da Encarnação, tampouco nos permite afirmar o contrario.”
Mas o livro Jesus e Maria Madalena - para os puros, tudo é puro, ele retoma a questão afirmando que um dos momentos mais sensíveis e centrais da encarnação humana de Jesus e do alcance desta. Na verdade, um livro que trata com pudor e rigor da interessantíssima questão da natureza humana e divina de Jesus, relevante à grandeza da compreensão crista de um dos principais dogmas da Historia da Salvação.


JESUS E MARIA MADALENA
Para os puros, tudo é puro
Jean Yves Leloup
144 páginas- R$19,90
Editora Vozes





NOVIDADE VERUS EDITORA


terça-feira, 16 de outubro de 2007

LANÇAMENTO VERUS EDITORA


Poética no feminino


Com a publicação póstuma do livro de poesia, Ariel, em 1965, Sylvia Plath, ficou conhecida no meio literário. O livro acaba de ganhar edição restaurada e bilíngüe, com os manuscritos originais. A edição em língua portuguesa sai pelo selo da Verus Editora.

om a publicação póstuma do livro de poesia "Ariel", em 1965, Sylvia Plath se tornou um nome amplamente conhecido e futuramente alçado ao papel de ícone feminista. No entanto, o manuscrito de "Ariel" deixado pela autora quando ela morreu, em 1963, era diferente do volume de poemas que foi então publicado e mundialmente aclamado.

A edição bilíngüe e fac-similar restabelece pela primeira vez a seleção e o arranjo dos poemas exatamente como Sylvia Plath os deixou antes de se suicidar. Além da reprodução dos manuscritos da autora, este livro também inclui os rascunhos completos do poema-título, “Ariel”, oferecendo ao leitor a oportunidade de acompanhar o processo criativo da poeta. Com esta publicação, o legado de Sylvia Plath será reavaliado à luz de seu trabalho original e permanecerá conforme sua vontade.

“Como explicar a Bob que minha felicidade depende de arrancar um pedaço da minha vida, um fragmento de aflição e beleza, e transformá-lo em palavras datilografada numa página? Como ele poderia entender que justifico minha vida, minhas emoções ardentes, meus sentimentos, ao passá-la para o papel? ( Sylvia Plath, em seu diário)

Nascida em Boston, Massachutts, em 1932, Sylvia Plath acabou cometendo suicídio em Londres, no dia 11 de fevereiro de 1963, logo após a publicação de seu livro A redoma de vidro, quando ela tinha apenas 30 anos. Sua safra de poemas, considerada de altíssima qualidade e dicção inconfundível legou-nos nos seus últimos doze meses de vida, que resultaria num dos clássicos da poética feminina, com lançamento em 1965.

Sylvia ficou imortalizada como um dos ícones do feminismo, vitima da sociedade patriarcal de sua época, o que acabou acarretando no desvio e foco de sua personalidade conflituosa e sua vida trágica, dos seus poemas extraordinários. Explicações biográficas , psicanalítica e feminista passaram a ser a norma, tentando dar conta do problema de Plath. O suicídio e o prefacio bombástico de Lowel, acabou sendo responsável pela venda de mais de quinze mil exemplares.

Editado pelo seu marido o poeta inglês Ted Hughes, o livro revelava a intensidade e a beleza de seu gênio, interrompido no auge de sua carreira. Sua obra foi marcada com poemas urgentes e de bela potencia imaginativa.

Mas o segredo da edição lançada em 1965 é o distanciamento do volume original idealizado pela autora. Sylvia Plath era extremamente detalhista com a organização de seus livros. Ela havia deixado em seu apartamento em Londres onde veio a falecer, os manuscritos de Ariel, prontos para publicação e caprichosamente organizado. O volume continha quarenta poemas, conforme nos conta seu marido na introdução de Collected Poems, de 1981.

Somente em 2004, o publico pode enfim conhecer a edição original deixada por Plath. Ariel- edição restaurada, foi lançado simultaneamente na Inglaterra e nos Estados Unidos. Mais importante, o volume traz o fac-simile do manuscrito original, conforme organizado e datilografado pela própria autora.

Sylvia Plath conseguiu, em Ariel, transformar em poesia tantos assuntos particulares como eventos históricos trágicos. Seus poemas evidenciam as dores de uma vida traumática, marcada pela morte do pai e pelos conflitos com o marido infiel, e são a prova do talento dessa poeta que, com otimismo ou sofrimentos, soube unir técnica e emoção e criar uma obra já considerada clássica.




sábado, 13 de outubro de 2007

LANÇAMENTO


Livro revela as confidencias da Família Imperial

Mary Del Priore revela a trágica e fascinante história do herdeiro da família imperial escolhido para suceder o avô Dom Pedro II, último imperador do Brasil, no livro O Príncipe Maldito, lançamento da Editora Objetiva.


O Brasil quase teve um terceiro imperador. Se a Proclamação da República não tivesse alterado os rumos da história que se desenhava até então, Dom Pedro III teria sido Pedro de Alcântara Augusto Luis Maria Miguel Rafael Gonzaga de Bragança Saxe e Coburgo, filho primogênito da princesa Leopoldina e de seu marido, Luis Augusto Maria Eudes de Saxe e Coburgo. Neto mais velho de D. Pedro II, Pedro Augusto nasceu no Brasil, mas morava na Áustria, de onde retornou aos cinco anos, quando morreu sua mãe, para suceder o avô.

É que a famosa princesa Isabel, primogênita do imperador e primeira na linha de sucessão ao trono, até então não conseguira engravidar e D. Pedro II temia que ela não desse um herdeiro ao trono do Brasil. Por isso, o monarca mandou vir da Europa o neto mais velho, filho de sua caçula Leopoldina, que àquela altura já dava à luz o quarto filho.

Alto, louro, de olhos azuis, Pedro Augusto parecia-se muito com o avô, a quem se ligou por laços de afeto e interesses comuns. Até os 11 anos, foi tratado na Corte, no colégio Pedro II onde estudava, e por toda parte, como futuro herdeiro. Mas eis que em 1875 nasce o príncipe do Grão Pará. Depois de dez anos e muitas tentativas, a princesa Isabel dava à luz um outro Pedro. A sucessão estava garanti-da. Porém, iniciava-se ali a tragédia pessoal de Pedro Augusto, personagem fascinante e até hoje obscuro, revelado agora neste livro pela historiadora Mary Del Priore.

O afastamento do menino do centro do poder em detrimento do primo, filho de Isabel com o odiado Gastão D´Eu, o Conde D´Eu, assim como a lenta conspira-ção que tinha por objetivo colocá-lo no trono do avô em meio à guerra política que acabou por derrubar a monarquia, dão início a mais um capítulo da história íntima da família imperial brasileira, carregado de tintas folhetinescas e inexplorado nos bancos escolares – um conto de fadas às avessas, como define no texto de orelha do livro o jornalista e escritor Eduardo Bueno, autor dos quatro volumes da coleção de história Terra Brasilis:

"Neste O Príncipe Maldito, os últimos dias do Império brasileiro e o amanhecer incerto da República desfilam na tela grande: há corpos nus, salões empoeirados, militares vacilantes que conspiram, jornalistas inflamados, nobres que arro-tam, princesas que menstruam. Dá quase para sentir o cheiro do ralo enquanto o elenco de carne e osso vai construindo uma história viva, volátil, vibrante. A nossa história (...). Aqui está, de corpo inteiro e alma aberta, um 'romance de não-ficção': a vida sem obras de Pedro Augusto de Saxe e Coburgo – o príncipe que sonhou ser D. Pedro III, mas virou sapo quando o Império das circunstâncias cedeu lugar à República dos fatos.