quarta-feira, 14 de novembro de 2007

LANÇAMENTO EDITORA VOZES



Gestão, liderança e ética


Livro destaca questões importantes para a gestão empresarial e ajuda na formação de lideranças, num padrão de ética, e acaba de ser lançado pela Editora Vozes
Qual é a tua obra? É ser reconhecido? Desenvolver a capacidade de aprender sempre? Encontrar-se naquilo que faz? Enfrentar a jornada de herói? Saber a diferença entre erro e negligencia? Saber que não sabe? Ser humilde?
Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética, do filosofo Mário Sérgio Cortella, coloca em questão uma pergunta que ganha força, diante do momento atual. Ele parte do principio que a idéia de trabalho como castigo precisa ser substituída pelo conceito de realizar uma obra... Enxergar um significado maior na vida aproxima o tema da espiritualidade do mundo do trabalho”.Depois do sucesso de “Não Nascemos Prontos” e “Não espere pelo epitáfio” Mário Sergio Cortella publica, também pela Editora Vozes, um texto envolvente sobre as inquietações do mundo corporativo Neste livro o autor desmistifica conceitos e pré-conceitos, e define o líder espiritualizado, como aquele que reconhece a própria obra e é capaz de edificá-la, buscando incessantemente o significado das coisas.
Cortela situa sua reflexão num ponto importante. Nos indaga: o que você sente com a pergunta Qual e a sua obra? No livro ele situa-se na seguinte pergunta. O que você sente ao ouvir esta pergunta, Qual é a sua obra?,apresentada intencionalmente no livro. Esta pergunta ganha força metafísica de uma convocação, da palavra que questiona e reconduz ao núcleo da existência? Você pensa na sua obra? Ou se sente inquieto e um tanto quanto desconfortável?
“Se estiver no primeiro grupo, preocupe-se maus se estiver no segundo grupo, anime-se, porque o livro vai trazer algumas inquietações acompanhadas de muitas proposições relacionadas a gestão, liderança e ética. Você será motivado a compreender que a sua obra é muito mais ampla do que qualquer atividade que realize e que um dos maiores desafios do líder é inspirar, animar as pessoas a se sentires bem com o que fazem e a se sentirem integradas a obra para a qual nasceram.”, desafia Cortella.
Segundo Cortella, sempre haverá momentos para que se possa sentir motivado a compreender que a obra é muito mais ampla do que qualquer atividade que seja realizada e que um dos maiores desafios do líder é inspirar animar as pessoas a se sentirem realmente bem e integradas a obra que estão propondo levar adiante.
No entanto, ninguém nasce líder, mas se torna líder no processo de vida com os outros, e o que Cortella coloca no livro Qual é a tua obra- Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética, onde apresenta algumas sugestões praticas a aqueles que sentem as inquietações deste processo, mas que acreditam que o seu maior compromisso é ajudar indivíduos e equipes a fazerem a travessia rumo ao futuro.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

XXXVI FESTIVAL DE POESIAS DO CENSA


Melhor interprete
Isabel Queiroz Menezes
Turma: 603
Poema: Sinto Muito
Nossos antigos povos,
sem maldade, viraram a mente
e deixaram a ingenuidade levar.
A mesma não habitava
na cabeça de gananciosos.
Roubaram nossa mercadoria,
lucrando o pensamento
no azul do próprio dia.

Muitos anos se passaram.
Vejo uma historia
nada comovente
se repetir incondicionalmente.
Agora, ao contrario,
os brasileiros pensam
em saldos bancários.

O mundo se torna desumano.
Cada vez mais se considera o dinheiro
É o abismo moral,
é a tristeza de um ser
que não pensa mais em você,
danificando seu espiritual.

Me indago infielmente.
Cadê o meu povo heróico,
para cuidar dos lindos bosques?
Os filhos dessa Terra Garrida
parecem preocupados com a “granita”!
Sinto muito.pátria amada, Brasil!

XXXVI FESTIVAL DE POESIAS DO CENSA


1º lugar
Luiza Wagner do Rego Barros
Turma 501
Poesia: Poema
Ser poeta é ver luz
na mais pura escuridão.
Ser poeta é dar a tudo
um motivo de inspiração!

Ser poeta é ver estrelas
em um céu nublado,
ser poeta é ver chuva
em um dia ensolarado.

Ser poeta é ver ba duvida
a mais pura certeza.
Transformar o sol em lua
pintar as formas com beleza.

Ser poeta é viver o agora.
E a cada minuto, intensamente,
sonhar ate o infinito
como se tudo acabasse de repente.

Ser poeta é dar a tudo
um toque de magia.
Ser poeta é ver o mundo
em forma de poesia


XXXVI FESTIVAL DE POESIAS DO CENSA



2º lugar
Guilherme Maia de Souza Rodrigues
Turma 601
Poesia: Por quê ?

Por que o rancor?
O necessário é o amor.
Por que roubar?
Legal mesmo presentear
Por que as palavras para o mal? Nos temos que falar do bem!
Se possível... ir alem!
Por que fazer alguém
De seus sonhos desistir,
Se no fundo, no fundo,
O que todos querem é sorrir.
Por que o mal? E por que o bem?
Ah.... esses sãos dois lados
Você é quem vai escolherO que for melhor para viver!

XXXVI FESTIVAL DE POESIAS DO CENSA



FOTOS


CATEGORIA: 5º a 8º ANOS







3º Lugar
Thomaz Muylaert de Carvalho Britto
Turma: 602
Poesia
A Poesia
Formada pela imaginação,
Definida pelo pensamento
Escrita pelas próprias mãos.
Em meu pensamento
As borboletas voam com cores brilhantes.
Em uma casa perdida
Encontro o desejado diamante.
Regando flores mágicas,
Escrevendo poemas,
Encontro a minha imaginação,
Fruto de idéias e compreensão.
Com a imaginação
Cavalgo o arco-íris,
Brilho com as estrelas,
Escrevo poesia.
Vivendo nesse mundo "aborrecente",
Percebo que essa poesia
É apenas uma travessia de pré- adolescente.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

EVENTO





Programação 2007
......
O Medo OriginalOrigens da Violência


Jean-Yves Leloup nos convida a nos interrogarmos, junto com ele, sobre as Origens da Violência, dizendo que, talvez uma delas seja a nãoresposta, quando somos interrogados, acerca dessa questão, tanto no nível exterior como interior.


Neste encontro, Jean-Yves estará refletindo sobre as origens da violência, através da metodologia transdisciplinar. No primeiro momento, a Etologia, segundo Konrad Lorenz, (Prêmio Nobel de Medicina - 1973), em relação ao comportamento e à violência no mundo animal, mostra que, nos grupos de animais, a agressividade se reporta à defesa do território, com relação às fêmeas e à caça. Conhecer o próprio território, fazê-lo respeitado e respeitar o território do outro é o grande desafio do animal humano. Para Konrad Lorenz o homem hipertrofiou seu instinto agressivo, tornando sua agressividade mais perigosa e mortífera do que a do animal. Qual seria a sua dificuldade para esta questão? Os animais praticam seus rituais de apaziguamento, o homem os esqueceu; seria “oferecer a outra face”, um deles?


Em seguida estará lembrando que o homem não é feito apenas de necessidades e instintos, ele possui também desejo e, para o filósofo René Girard, é aí que se encontra a gênese da violência. Ele parte da observação de que o nosso desejo se alimenta daquilo que está mais próximo e vem da nossa mais tenra infância. É comum observarmos duas crianças disputando o mesmo brinquedo, não por conta do valor intrínseco do objeto, mas tão somente porque a outra criança o valoriza. Desejo Mimético: o atributo humano de desejar o desejo do outro.O desejo mimético está nas origens mais antigas da humanidade ligada à violência e ao sagrado, numa escala, ao mesmo tempo, suicida e secreta.


Como desejar nossos próprios desejos? Desejo e medo, as duas faces da mesma moeda?


Jean-Yves estará também, através do Livro da Gênese, interrogando sobre o primeiro crime da humanidade e, a partir deste texto simbólico, sobre o que vai motivar a violência, lembrando-nos de que os personagens bíblicos Caim e Abel são arquétipos e que se encontram em cada um de nós, sendo muito importante reconhecer essas presenças.


Em síntese, Eva dá à luz Caim e seu irmão Abel, cabendo ao primeiro cultivar o solo, e ao segundo, pastorear. Tempos depois, Caim teve sua oferenda – produtos do seu solo – recusada por YHWH, Aquele que É , enquanto a oferenda de Abel – filhotes do seu rebanho – fora aceita por YHWH. O texto nos faz pensar porque a oferenda de Abel foi aceita e a de Caim foi recusada. Como estar com um bom semblante depois de nossa oferta ser recusada? Como evitar a raiva, a inveja e o ciúme que nos levam ao assassinato? O que faz com que um se sinta amado e aceito pelo Fundamento de seu ser, a quem podemos chamar de Deus, e o outro, não?
Acerca destas e de muitas outras interrogações, estaremos, nesse encontro, refletindo e buscando sentidos para que possamos, todos, continuar na busca de nossa Utopia Realizável – A Cultura de Paz!


Jean-Yves Leloup - Ph.D. em Psicologia - New York, Doutor em Teologia e Filosofia - Strasbourg, Professor da Universidade da Califórnia - Los Angeles, formado em Terapia Iniciática por Graf Dürkheim. Co-fundador da Unipaz, mentor do Colégio Internacional dos Terapeutas, padre ortodoxo (hesicasta) que transmite a Meditação da “Oração do Coração” e conferencista internacional. Autor de numerosas obras no Brasil e na Europa. Traduziu e interpretou textos sapienciais bíblicos.


Data: 10 de Novembro de 2007.


Horário: Sábado 9:00 às 18:00
Local: Auditório da ESHO


Rua Tenente Possolo, 33 - Centro - RJ
Investimento: R$ 300,00


(Vendas Antecipadas)


Facilidades de Pagamento:Cheque pré-datado


- 2 parcelas de R$150,00 (10/10 e 10/11)


Cartão de crédito VISA - 3 parcelas de R$100,00


Descontos para grupos:grupos de 3 a 5 pessoas


- 10% de descontogrupos de 6 a 10 pessoas - 20 % de desconto
Informações e vendas antecipadas: UNIPAZ -RJ


Tel: (21) 2266-4585 e 2266-3222



VAGAS LIMITADAS

sábado, 20 de outubro de 2007

JEAN YVES LELOUP


JEAN-YVES LELOUP

JEAN-YVES LELOUP
no Rio de Janeiro
O Medo Original
Origens da Violência

Jean-Yves Leloup nos convida a nos interrogarmos, junto com ele, sobre as Origens da Violência, dizendo que, talvez uma delas seja a não resposta, quando somos interrogados, acerca dessa questão, tanto no nível exterior como interior. Neste encontro, Jean-Yves estará refletindo sobre as origens da violência, através da metodologia transdisciplinar. No primeiro momento, a Etologia, segundo Konrad Lorenz, (Prêmio Nobel de Medicina - 1973), em relação ao comportamento e à violência no mundo animal, mostra que, nos grupos de animais, a agressividade se reporta à defesa do território, com relação às fêmeas e à caça. Conhecer o próprio território, fazê-lo respeitado e respeitar o território do outro é o grande desafio do animal humano. Para Konrad Lorenz o homem hipertrofiou seu instinto agressivo, tornando sua agressividade mais perigosa e mortífera do que a do animal. Qual seria a sua dificuldade para esta questão? Os animais praticam seus rituais de apaziguamento, o homem os esqueceu; seria “oferecer a outra face”, um deles?
Em seguida estará lembrando que o homem não é feito apenas de necessidades e instintos, ele possui também desejo e, para o filósofo René Girard, é aí que se encontra a gênese da violência. Ele parte da observação de que o nosso desejo se alimenta daquilo que está mais próximo e vem da nossa mais tenra infância. É comum observarmos duas crianças disputando o mesmo brinquedo, não por conta do valor intrínseco do objeto, mas tão somente porque a outra criança o valoriza. Desejo Mimético: o atributo humano de desejar o desejo do outro. mimético está nas origens mais antigas da humanidade ligada à violência e ao sagrado, numa escala, ao mesmo tempo, suicida e secreta.
Como desejar nossos próprios desejos? Desejo e medo, as duas faces da mesma moeda? Jean-Yves estará também, através do Livro da Gênese, interrogando sobre o primeiro crime da humanidade e, a partir deste texto simbólico, sobre o que vai motivar a violência, lembrando-nos de que os personagens bíblicos Caim e Abel são arquétipos e que se encontram em cada um de nós, sendo muito importante reconhecer essas presenças.
Em síntese, Eva dá à luz Caim e seu irmão Abel, cabendo ao primeiro cultivar o solo, e ao segundo, pastorear. Tempos depois, Caim teve sua oferenda – produtos do seu solo – recusada por YHWH, Aquele que É , enquanto a oferenda de Abel – filhotes do seu rebanho – fora aceita por YHWH. O texto nos faz pensar porque a oferenda de Abel foi aceita e a de Caim foi recusada. Como estar com um bom semblante depois de nossa oferta ser recusada? Como evitar a raiva, a inveja e o ciúme que nos levam ao assassinato? O que faz com que um se sinta amado e aceito pelo Fundamento de seu ser, a quem podemos chamar de Deus, e o outro, não?
Acerca destas e de muitas outras interrogações, estaremos, nesse encontro, refletindo e buscando sentidos para que possamos, todos, continuar na busca de nossa Utopia Realizável – A Cultura de Paz!
Jean-Yves Leloup - Ph.D.em Psicologia - New York, Doutor em Teologia e Filosofia - Strasbourg, Professor da Universidade da Califórnia, formado em Terapia Iniciática por Graf Dürkheim, Co-fundador da Unipaz, Mentor do Colégio Internacional dos Terapeutas, Padre ortodoxo (hesicasta) que transmite a Meditação da “Oração do Coração” e Conferencista internacional. Autor de numerosas obras no Brasil e na Europa.

DATA: 10 de Novembro de 2007 (Sábado)
LOCAL: Auditório da ESHO
Rua Tenente Possolo, 33 - 9º andar
Centro - Rio de Janeiro

HORÁRIO: 9:00 às 18:00h.

Informações e Inscrições:UNIPAZ - Universidade Internacional da PazCampus UNIPAZ-RJRua Paulino Fernandes, nº3 - casa Botafogo - RJTel/Fax.: (21) 2266-4585 / 2266-3222e-mail:
unipaz@uol.com.brhttp://www.unipazrj.org.br

ESPECIAL LELOPU NO BRASIL

CONHEÇA AINDA SEUS ULTIMOS LANÇAMENTOS

Jesus e Maria Madalena
desvendando os mistérios da relação de Jesus Cristo e Maria Madalena

Ricardo Gomes

A relação entre Jesus e Maria Madalena escreve uma das páginas mais lindas do Evangelho. É exatamente sobre este encontro que o novo livro de Leloup é narrado, a partir do momento em que o arrependimento da humanidade encontra a compaixão de Deus. Jesus e Maria Madalena- para os puros, tudo é puro fala da intimidade de Cristo e revela um ser humano de tal forma integrado com sua humanidade e afetividade, que é capaz de manifestar intimidade e preferências. Por isso, apesar de histórico, o livro é naturalmente atual e revelador, seguindo o perfil das outras obras do autor.
Qual teria sido a natureza das relações entre Jesus de Nazaré e a figura feminina a quem a tradição crista deu o nome de Maria Madalena? Se “o Verbo se fez carne”, se convém levara serio o mistério da encarnação, será possível imaginar que o Cristo tenha renunciado a qualquer tipo de amor carnal? Com base na historia, nos evangelhos canônicos, nos apócrifos e na teologia, poderíamos tirar alguns ensinamentos sobre esse assunto?
Jean Yves Leloup, padre e teólogo ortodoxo, especialista nestas questões e tradutor, em particular, dos evangelhos de Maria, de Felipe e de Tomé, todos publicados no Brasil, pela Editora Vozes, aborda a relação “amorosa” de Jesus e de Maria Madalena à luz da palavra de Paulo: “ Para os puros, tudo é puro”. Em vez de suscitar qualquer tipo de escândalo com suas afirmações precisas e sem tabus, ele pretende estimular nossa perplexidade diante do “realismo da encarnação de Jesus.”

O fulgurante sucesso de uma obra literária que aborda a sexualidade de Jesus, cujo teor difere totalmente da posição oficial da Igreja Católica, e das demais denominações cristas, talvez justifique especialmente pela novidade, que Dan Brown, em seu livro Código Da Vince,tenha conquistado um meio mundo de leitores. O que tem de especial numa obra que o próprio autor classifica como ficção, é o afã que muitos tem em relação a pessoa de Jesus Cristo? O que não se pode negar é que o assunto acabou interessando não apenas aos cristãos, mas a praticamente todos que se interessam pela historia da religião.
Na definição de fé da Igreja, o Verbo se fez carne plenamente, ou seja, assumiu a condição humana em todos os aspectos, sem deixar-se corromper e perder a identidade divina. E justamente o que o padre ortodoxo, Jean Yves Leloup, trata em seu livro Jesus e Maria Madalena - para os puros, tudo é puro, lançado pela Editora Vozes. Leloup, que dedica há muito tempo às questões relacionadas à encarnação, reúne no livro a síntese de suas pesquisas, onde relata-nos: “nada nos permite afirmar que Cristo tenha exercido a plenitude de sua sexualidade, que não se reduz a genitalidade, com Maria Madalena ou qualquer outra mulher. E no respeito a mais estrita ortodoxia e ao Dogma da Encarnação, tampouco nos permite afirmar o contrario.”
Mas o livro Jesus e Maria Madalena - para os puros, tudo é puro, ele retoma a questão afirmando que um dos momentos mais sensíveis e centrais da encarnação humana de Jesus e do alcance desta. Na verdade, um livro que trata com pudor e rigor da interessantíssima questão da natureza humana e divina de Jesus, relevante à grandeza da compreensão crista de um dos principais dogmas da Historia da Salvação.


JESUS E MARIA MADALENA
Para os puros, tudo é puro
Jean Yves Leloup
144 páginas- R$19,90
Editora Vozes





NOVIDADE VERUS EDITORA


terça-feira, 16 de outubro de 2007

LANÇAMENTO VERUS EDITORA


Poética no feminino


Com a publicação póstuma do livro de poesia, Ariel, em 1965, Sylvia Plath, ficou conhecida no meio literário. O livro acaba de ganhar edição restaurada e bilíngüe, com os manuscritos originais. A edição em língua portuguesa sai pelo selo da Verus Editora.

om a publicação póstuma do livro de poesia "Ariel", em 1965, Sylvia Plath se tornou um nome amplamente conhecido e futuramente alçado ao papel de ícone feminista. No entanto, o manuscrito de "Ariel" deixado pela autora quando ela morreu, em 1963, era diferente do volume de poemas que foi então publicado e mundialmente aclamado.

A edição bilíngüe e fac-similar restabelece pela primeira vez a seleção e o arranjo dos poemas exatamente como Sylvia Plath os deixou antes de se suicidar. Além da reprodução dos manuscritos da autora, este livro também inclui os rascunhos completos do poema-título, “Ariel”, oferecendo ao leitor a oportunidade de acompanhar o processo criativo da poeta. Com esta publicação, o legado de Sylvia Plath será reavaliado à luz de seu trabalho original e permanecerá conforme sua vontade.

“Como explicar a Bob que minha felicidade depende de arrancar um pedaço da minha vida, um fragmento de aflição e beleza, e transformá-lo em palavras datilografada numa página? Como ele poderia entender que justifico minha vida, minhas emoções ardentes, meus sentimentos, ao passá-la para o papel? ( Sylvia Plath, em seu diário)

Nascida em Boston, Massachutts, em 1932, Sylvia Plath acabou cometendo suicídio em Londres, no dia 11 de fevereiro de 1963, logo após a publicação de seu livro A redoma de vidro, quando ela tinha apenas 30 anos. Sua safra de poemas, considerada de altíssima qualidade e dicção inconfundível legou-nos nos seus últimos doze meses de vida, que resultaria num dos clássicos da poética feminina, com lançamento em 1965.

Sylvia ficou imortalizada como um dos ícones do feminismo, vitima da sociedade patriarcal de sua época, o que acabou acarretando no desvio e foco de sua personalidade conflituosa e sua vida trágica, dos seus poemas extraordinários. Explicações biográficas , psicanalítica e feminista passaram a ser a norma, tentando dar conta do problema de Plath. O suicídio e o prefacio bombástico de Lowel, acabou sendo responsável pela venda de mais de quinze mil exemplares.

Editado pelo seu marido o poeta inglês Ted Hughes, o livro revelava a intensidade e a beleza de seu gênio, interrompido no auge de sua carreira. Sua obra foi marcada com poemas urgentes e de bela potencia imaginativa.

Mas o segredo da edição lançada em 1965 é o distanciamento do volume original idealizado pela autora. Sylvia Plath era extremamente detalhista com a organização de seus livros. Ela havia deixado em seu apartamento em Londres onde veio a falecer, os manuscritos de Ariel, prontos para publicação e caprichosamente organizado. O volume continha quarenta poemas, conforme nos conta seu marido na introdução de Collected Poems, de 1981.

Somente em 2004, o publico pode enfim conhecer a edição original deixada por Plath. Ariel- edição restaurada, foi lançado simultaneamente na Inglaterra e nos Estados Unidos. Mais importante, o volume traz o fac-simile do manuscrito original, conforme organizado e datilografado pela própria autora.

Sylvia Plath conseguiu, em Ariel, transformar em poesia tantos assuntos particulares como eventos históricos trágicos. Seus poemas evidenciam as dores de uma vida traumática, marcada pela morte do pai e pelos conflitos com o marido infiel, e são a prova do talento dessa poeta que, com otimismo ou sofrimentos, soube unir técnica e emoção e criar uma obra já considerada clássica.




sábado, 13 de outubro de 2007

LANÇAMENTO


Livro revela as confidencias da Família Imperial

Mary Del Priore revela a trágica e fascinante história do herdeiro da família imperial escolhido para suceder o avô Dom Pedro II, último imperador do Brasil, no livro O Príncipe Maldito, lançamento da Editora Objetiva.


O Brasil quase teve um terceiro imperador. Se a Proclamação da República não tivesse alterado os rumos da história que se desenhava até então, Dom Pedro III teria sido Pedro de Alcântara Augusto Luis Maria Miguel Rafael Gonzaga de Bragança Saxe e Coburgo, filho primogênito da princesa Leopoldina e de seu marido, Luis Augusto Maria Eudes de Saxe e Coburgo. Neto mais velho de D. Pedro II, Pedro Augusto nasceu no Brasil, mas morava na Áustria, de onde retornou aos cinco anos, quando morreu sua mãe, para suceder o avô.

É que a famosa princesa Isabel, primogênita do imperador e primeira na linha de sucessão ao trono, até então não conseguira engravidar e D. Pedro II temia que ela não desse um herdeiro ao trono do Brasil. Por isso, o monarca mandou vir da Europa o neto mais velho, filho de sua caçula Leopoldina, que àquela altura já dava à luz o quarto filho.

Alto, louro, de olhos azuis, Pedro Augusto parecia-se muito com o avô, a quem se ligou por laços de afeto e interesses comuns. Até os 11 anos, foi tratado na Corte, no colégio Pedro II onde estudava, e por toda parte, como futuro herdeiro. Mas eis que em 1875 nasce o príncipe do Grão Pará. Depois de dez anos e muitas tentativas, a princesa Isabel dava à luz um outro Pedro. A sucessão estava garanti-da. Porém, iniciava-se ali a tragédia pessoal de Pedro Augusto, personagem fascinante e até hoje obscuro, revelado agora neste livro pela historiadora Mary Del Priore.

O afastamento do menino do centro do poder em detrimento do primo, filho de Isabel com o odiado Gastão D´Eu, o Conde D´Eu, assim como a lenta conspira-ção que tinha por objetivo colocá-lo no trono do avô em meio à guerra política que acabou por derrubar a monarquia, dão início a mais um capítulo da história íntima da família imperial brasileira, carregado de tintas folhetinescas e inexplorado nos bancos escolares – um conto de fadas às avessas, como define no texto de orelha do livro o jornalista e escritor Eduardo Bueno, autor dos quatro volumes da coleção de história Terra Brasilis:

"Neste O Príncipe Maldito, os últimos dias do Império brasileiro e o amanhecer incerto da República desfilam na tela grande: há corpos nus, salões empoeirados, militares vacilantes que conspiram, jornalistas inflamados, nobres que arro-tam, princesas que menstruam. Dá quase para sentir o cheiro do ralo enquanto o elenco de carne e osso vai construindo uma história viva, volátil, vibrante. A nossa história (...). Aqui está, de corpo inteiro e alma aberta, um 'romance de não-ficção': a vida sem obras de Pedro Augusto de Saxe e Coburgo – o príncipe que sonhou ser D. Pedro III, mas virou sapo quando o Império das circunstâncias cedeu lugar à República dos fatos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

LANÇAMENTO



Educação, pobreza, violência, ética e suas inter-relações são tratadas em livro da Paulus Editora














“A questão da formação das pessoas é tão antiga quanto a humanidade, tão complexa como a questão da cultura, com a qual, aliás, ela se confunde. (...) A tarefa que se tem pela frente á ainda maior, já que o mundo atravessa uma crise ética e cultural profunda, que atinge especialmente os jovens”
As considerações acima formuladas pelo acadêmico Thomas de Konnick estão presentes na sua obra Filosofia da educação – Ensaio sobre o devir humano e dão o tom do que o leitor irá encontrar ao longo das mais de trezentas páginas de uma obra atual e tenaz. Abordando temas como a liberdade, a política e a violência, entre outros, o autor reconhece a suma importância que tem o assunto “educação”, principalmente no mundo contemporâneo que atravessa uma profunda crise ética e cultural.
“A educação é um processo que, ao longo de toda a vida, confere a capacidade de dirigi-la de acordo com nossa reflexão, pensamento e escolhas. A educação liberta. Ela nos concede a “soberania pessoal”. Educação para todos. Este é a grande solução para este mundo que pode, sim, tornar-se possível”, escreve no prefácio o ex-direitor geral da Unesco, Federico Mayor.
Dos sete extensos e interessantes capítulos que compõem o livro, destaque para o primeiro intitulado A Infância, em que o autor enfatiza a necessidade premente, quase vital, de se proporcionar uma educação sólida desde os primeiros anos de vida. Como afirmou Plutarco: “Não considere nada como sendo mais útil do que a educação das crianças”.
Filosofia da educação – Ensaio sobre o devir humano pertence à coleção Filosofia e é de extrema valia a todos os profissionais da educação, pais e professores, além de fornecer elementos para uma profunda reflexão do temaThomas de Konnick é professor e ex-diretor da Faculdade de Filosofia da Universidade Laval, Québec (Canadá). Suas duas obras mais recentes são: La nouvelle ignorance et les problèmes de la culture (PUF, 2000) e De la dignité humaine (PUF, 1995), coroada em 1996 com o prêmio La Bruyère da Academia Francesa.
Serviço
Filosofia da educação – Ensaio sobre o devir humano.Thomas de Koninck336 páginasR$ 50,00Editora Paulus

ENTREVISTA


Marco Aurélio Pacheco



Investimento em Business Intelligence


Investir é um risco. Mas que pode ser minimizado graças às soluções oferecidas hoje pela área de Business Intelligence. Cada vez mais presente nas decisões de mercado, essa área tem como foco ajudar empresas, de diferentes setores, a obter o máximo de benefícios com os negócios. A Editora PUC-Rio, em co-edição com a Editora Interciência, inicia a série Business Intelligence com a publicação de Sistemas inteligentes de apoio à decisão: análise econômica de projetos de desenvolvimento de campos de petróleo sob incerteza. O título é organizado pelos professores do Departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio, Marley Vellasco e Marco Aurélio Pacheco, este último nosso entrevistado do mês na seção Autores.

Este primeiro título é resultado de quatro anos de pesquisas, em uma parceria do Laboratório de Inteligência Computacional Aplicada (ICA), do Departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio, com a Petrobras. Outros dois títulos já estão previstos para a série Business Intelligence. Nesta entrevista, além de contar como funciona a parceria entre a PUC-Rio e a Petrobras na área de Engenharia, Marco Aurélio destaca a importância estratégica para o Brasil, nesse momento, de pesquisas voltadas para a área de petróleo, nos apresenta o campo de Business Intelligence e adianta como serão as próximas publicações da série.


O que é exatamente a área de Business Intelligence?

Marco Aurélio Pacheco: Business Intelligence (BI), denominação mundialmente conhecida, numa definição formal, é um conjunto de metodologias implementadas por meio de softwares que vão, em última análise, coletar informações e organizá-las em conhecimentos úteis para ajudar na tomada de decisão, parte mais delicada do negócio: comprar ou não? Vender ou não? A que preço? Dirigir-se a que mercado? Quando investir? Informalmente, pode-se traduzir business intelligence como o uso de sistemas inteligentes em negócios. É uma forma de agregar a inteligência humana à inteligência dos sistemas computacionais, para que os negócios se tornem mais rentáveis.

Então, como os sistemas inteligentes ajudam as empresas na busca por soluções?

Marco Aurélio Pacheco: Muitos dos sistemas vêm da área de inteligência computacional, que envolve modelos matemáticos, algoritmos, como redes neurais, lógica fuzzy, algoritmos genéticos. Além disso, envolve estatística, opções reais, métodos de estocásticos e assim por diante. Tudo isso se torna um arsenal de técnicas que ajudam as empresas a resolver alguns de seus problemas muito específicos relacionados à extração de conhecimentos e informações úteis de bases de dados. Chamamos de mineração de dados esse processo de extração. É como botar a terra na bateia e, assim, tirar apenas o que é precioso. Colhemos os dados operacionais do dia-a-dia de uma empresa e colocamos “na bateia do computador” para que de lá se extraiam informações úteis e que não são óbvias de se encontrar, a não ser peneirando dessa forma. Mas BI envolve muitos outros procedimentos. Um deles é a otimização. Otimização é palavra-chave no mundo globalizado. As empresas perderam sua posição relativamente tranqüila e passaram a sofrer concorrência, não só interna, como também externa, das multinacionais. Um exemplo disso no Brasil é a diversidade de produtos chineses no mercado. As empresas brasileiras sentem isso. Porém, isso aconteceu porque, antes da globalização, elas não se preocupavam com a otimização de seus processos e negócios, o que normalmente envolve muitos aspectos, como oferecer qualidade, preços menores, reduzir custos, isto é, segurar o cliente. Então, otimização é uma palavra-chave para que as empresas continuem competitivas.

Qual a importância de se considerar a análise econômica sob incerteza?

Marco Aurélio Pacheco: Uma das coisas que mais atormenta o investidor é o risco do investimento. Existem várias maneiras de se fazer render o capital através de investimentos que vêm acompanhados de incertezas, de riscos. Investir na Bolsa de Valores traz a incerteza de que você terá o capital de volta. Fala-se em análise de riscos. Existem também esses riscos na área de petróleo. Muitos negócios hoje em dia são através de opções. O governo leiloa a opção de explorar uma determinada área do território brasileiro. O investidor paga alguns milhões de dólares para a opção de, em cinco anos, tirar óleo dali, se beneficiando. Mas ainda pairam muitas incertezas técnicas como: será que o óleo é de boa qualidade? Será que é suficiente? O custo da produção será viável pela profundidade? E incertezas de mercado, como: e se eu colocar plataformas, empregados etc. e se o preço do petróleo cair? O investidor precisa ter a “certeza de mercado”. Então, a análise econômica deve dizer o momento certo para ele investir através de gráficos que consideram os riscos.

Sistemas inteligentes de apoio à decisão é o primeiro título da série Business Intelligence. O que destacar desse estudo?

Marco Aurélio Pacheco: O livro é fruto de projetos idealizados e patrocinados pela Petrobras que geraram muitas teses de mestrado e doutorado no Departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio. Os 12 autores foram alunos do mestrado e do doutorado e, alguns, parceiros da Petrobras. Queríamos reunir esses estudos em uma única obra. O livro é pioneiro nessa temática. Não se trata somente de sistemas inteligentes aplicados na análise econômica de projetos de desenvolvimento de campos de petróleo. São sistemas que atendem a análises econômicas de um modo geral. Foi por conta disso que conseguimos despertar o interesse das Editoras PUC-Rio e Interciência.

Como funciona a parceria com a Petrobras?

Marco Aurélio Pacheco:A parceria é de longa data. A Petrobras é a maior parceira da PUC-Rio em projetos de pesquisas. São projetos tecnológicos, de aplicação de ciência em problemas do dia-a-dia que ainda encontram-se sem solução. São projetos em diversas áreas, engenharias civil, mecânica, informática e até mesmo de psicologia. A demanda é da Petrobras. Nós fazemos os orçamentos que incluem a equipe de estudantes, que vão gerar as teses e dissertações, e os equipamentos para o laboratório, que mantemos sempre ativos.

Qual a importância das pesquisas em Nanotecnologia relacionadas ao petróleo para o país?

Marco Aurélio Pacheco: A Nanotecnologia é um tema estratégico no Brasil. O governo tem dado bastante atenção a ele, tanto que existem secretarias que cuidam somente do assunto. As indústrias de petróleo internacionais já vêm trabalhando firme nessa questão, pois a produção de petróleo é considerada ineficiente. Mais de 40% do reservatório não é extraído. Além disso, busca-se também reduzir radicalmente os custos de processamento do combustível para aumentar a rentabilidade. Por isso, decidimos juntar em um único evento científico (CITARE-2007) os dois temas: petróleo, a preocupação do momento; e nanotecnologia, a preocupação do futuro.


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

lançamento


METAFÍSICA CONTEMPORÂNEA

MANFREDO ARAÚJO DE OLIVEIRA
GUIDO IMAGUIRE
CUSTÓDIO LUÍS DE ALMEIDA (orgs.)
400 páginas- R$ 51,00
Editora Vozes



Disciplina obrigatória nos cursos de filosofia no Brasil e praticamente não há literatura atualizada sobre a metafísica contemporânea e que ofereça uma introdução sistemática à discussão dos temas. A metafísica foi considerada desde sua origem o cerne da filosofia: da antigüidade com Platão e Aristóteles até os racionalistas modernos Descartes, Espinoza, Leibniz e até mesmo no Idealismo com Hegel, temos grandes sistemas metafísicos. A partir do final da modernidade, porém, uma série de críticas às pretensões da metafísica criou no seio da filosofia um ceticismo generalizado quanto ao próprio projeto. Por isso, a parte I do livro se dedica às críticas clássicas e aos defensores da "derrocada da metafísica".

A retomada da metafísica na filosofia contemporânea só ocorre graças à superação de alguns pressupostos presentes nessas críticas. Por isso, na parte II o livro se dedica aos avanços teóricos (especialmente na lógica e na semântica) que possibilitaram a retomada do discurso metafísico enquanto discurso racionalmente legítimo. Uma vez estabelecida a possibilidade do discurso metafísico, só resta tratar diretamente os problemas centrais da metafísica. Na verdade, a questão é apenas uma: o que é a realidade. Mas essa questão pode ser tratada de duas formas diferentes: quais os elementos fundamentais da constituição da realidade? E como compreender como a realidade factualmente é, em contraposição a: como ela poderia ser? O primeiro modo de tratamento é realizado na parte III e o segundo modo na parte IV. A parte III discute as principais propostas de categorização da realidade (categorias ontológicas fundamentais): a teoria clássica da substância (central na antigüidade e início da modernidade) e suas alternativas contemporâneas. A parte IV mostra que para compreender plenamente a realidade, não basta saber como o mundo de fato é, mas como ele poderia e como ele não poderia ser (a sua estrutura essencial e necessária).O público-alvo deste texto é todo o estudante e pesquisador de filosofia e teologia, na graduação e na pós-graduação.

lançamento



Desafios do consumo
Ricardo Mendes Antas Jr. (org.)
344 páginas- R$ 55,00
Editora Vozes

Desafios do consumo é um livro, sim, mas também um produto... Numa sociedade em que tudo se transforma em mercadoria, é essencial refletir sobre o consumo. Em Desafios do Consumo, organizado pelo doutor em Geografia Humana, Ricardo Mendes Antas Jr, lançado pela Editora Vozes, especialistas de diversas áreas do conhecimento humano revelam razões, vistas pela lógica de cada disciplina, do discurso consumista não corresponder à realidade. A seguinte obra amplia uma discussão cada vez mais necessária, num universo comercial, onde transitam lado a lado a informação e a manipulação.

Numa sociedade em que tudo se transforma em mercadoria, debruçar-se sobre os mecanismos que regem a dinâmica do consumo é essencial. O discurso de que o consumidor é o “rei” não corresponde à realidade, e na ausência de mecanismos que regulem efetivamente os setores de acordo com suas especificidades, os indivíduos tendem a tornar-se atores passivos num processo que evolui para o consumismo sem sentido.

Massacrados pela publicidade que hoje invade os espaços públicos e privados com pouquíssima informação sobre o valor e utilidade real dos produtos ou serviços, sobre os impactos ambientais ou desperdícios envolvidos, tornamo-nos literalmente o “público-alvo”. Com uma população desinformada, não há possibilidade de uma avaliação critica dos produtos e serviços oferecidos, dos preços praticados, do desperdício crescente. Sem saber como o produto ou o serviço foi projetado, produzido, como se deve ser usado e eventualmente descartado, não há consumo responsável.

Há setores que exploram produtos não renováveis herdados da natureza, como as florestas e o petróleo, sem arcar com os custos da reposição, levando a uma regulamentação incompatível com a necessidade de um futuro sustentável. Há setores que trabalham com bens essenciais, como a água, onde no caso se privatização cobra-se preços exorbitantes, pois as populações não podem deixar de consumir um produto vital. Há setores de mercados cativos, como o toner das impressoras, onde os consumidores são forçados a comprar o cartucho da mesma marca, seja qual for o preço.

Há setores que se cartelizaram, como o dos produtos farmacêuticos, onde a relação entre o custo de produção e o preço de venda tornou-se absurda. Não se trata de elencar denuncias sobre comportamentos irresponsáveis ou ate considerados criminosos, numa versão comercial do Muro das Lamentações. Trata-se de estender os mecanismos.Os autores chamam a atenção para a noção clássica de oferta e demanda, a mão invisível que deveria proteger os consumidores, e que esta sendo gradualmente contornada por mecanismos diferenciados que tratam no livro. As tarifas bancarias e os planos de saúde, são exemplos que envolvem a dissemetria de informações entre clientes e fornecedor, já estudada por Joseph Stiglitz. Mas a área de cultura esta sendo transformada rapidamente numa mercadoria de regulação precária, como pode-se ver nos estudos de Jeremy Rifin sobre “A era do acesso.”.


LANÇAMENTO



A escalada do pobrerio nuclear










Um artefato simples, de tipo tubular, "que qualquer pessoa poderia hoje construir em uma garagem", destruiu Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945, causando a morte de 150 mil pessoas. Cientistas que desenvolveram outras bombas como essa logo compreenderam que estavam propagando um conhecimento com potencial para produzir o suicídio global. Ao longo das décadas seguintes, porém, os países que dominaram o ciclo de produção de bombas nucleares se deram conta de que a impossibilidade de defesa contra um ataque nuclear era, de fato, a verdadeira defesa contra ele. Na avaliação de um velho protagonista da Guerra Fria, uma das fontes do jornalista William Langewiesche, as grandes potências hoje estão encalacradas com os arsenais nucleares que não podem usar. O perigo, alerta ele, é que esses artefatos se tornaram "a arma dos pobres".
Esse é o ponto de partida da inquietante investigação de Langewiesche. O autor primeiro nos leva a uma das antigas "cidades secretas" da ex-União Soviética, que nem sequer existiam nos mapas, e onde hoje o governo americano investe milhões de dólares na tentativa de reaparelhamento e proteção de velhas instalações atômicas. É uma expedição por um mundo quase sobrenatural, em que se misturam burocracia, paranóia, despreparo e humor negro, como a história relatada pelo técnico americano, cujo monitor de radiação captou algo suspeito dentro de um ônibus - um peixe recém-pescado de um lago contaminado pela radiação, nos confins da Rússia.
Em sua viagem pelos bazares atômicos do mundo, o autor então nos conduz ao Paquistão. Ali vamos conhecer Abdul Qader Khan, o ousado e sinistro cientista que, depois de anos de trabalho na Holanda, regressou a seu país na década de 1970 com planos e projetos roubados embaixo do braço, e a determinação de dar à sua pátria um arsenal nuclear - o que , afinal, ele acabou conseguindo. E foi além: Khan pode ser considerado o maior proliferador nuclear de todos os tempos; suas digitais são encontradas, de forma direta ou indireta, em diferentes esforços de dominar a bomba atômica na Coréia do Norte, na Líbia, no Iraque e até no Brasil. Para não falar do Irã, cliente tradicional do Paquistão, que mantém conversas e negócios com Khan há mais de vinte anos com o pleno conhecimento da CIA e a complacência do governo americano. Num mundo em que os negócios falam mais alto que os esforços diplomáticos, Langewiesche apresenta uma visão realista da ameaça que essas novas potências nucleares representam a todos nós.

"Estilo elegante, preciso e econômico, apoiado em uma perspectiva moral e intelectual vigorosa." - New York Times Times Book Review


O bazar atômico
William Langewiesche
192 páginas- R$ 36,00Companhia das Letras