sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Lançamento


Lançamento da Editora Companhia das letras, Padre Cícero – Poder Fé e Guerra no Sertão, do jornalista Lira Neto, promove um mergulho na vida do Padre Cícero Romão Batista, o mais amado e controverso líder religioso que o Brasil teve, e um dos personagens mais fascinantes da História


Ele foi o mais polêmico líder espiritual e chefe político da história brasileira. O padre cearense Cícero Romão Batista (1844-1934) foi acusado de proclamar falsos milagres e acabou excomungado pelo Vaticano. Banido pela Igreja, fez da política um novo sacerdócio. Elegeu-se prefeito, vice-governador e deputado federal. À frente de um exército de jagunços e cangaceiros, apoiou uma revolução armada que derrubou um governo constitucionalmente eleito. Depois, concedeu a patente de capitão a Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, para que o célebre cangaceiro enfrentasse a Coluna Prestes em sua passagem pelo Nordeste.
Odiado por uns, idolatrado por outros, considerado um verdadeiro santo pelos sertanejos, até hoje o nome de padre Cícero continua a arrastar multidões de peregrinos à cidade de Juazeiro do Norte, onde ele viveu e está sepultado. A cada ano, cerca de dois milhões e meio de pessoas acorrem à chamada "Meca nordestina", para pagar promessas e pedir graças ao Padim Ciço. Diante de tamanha massa de devotos - e do avanço das igrejas evangélicas no Brasil -, o Vaticano estuda agora a reabilitação canônica post-mortem do controvertido sacerdote, anistiando-lhe de todas as penas que lhe foram impostas em vida pela Inquisição. É o primeiro passo para elevá-lo à condição de santo oficial da Igreja Católica.
O que temos de admitir é que seria impossível ficar indiferente ao Padre Cícero. Idolatrado por uns, execrado por outros, poucas vezes a historia brasileira testemunhou uma existência como a sua, tão cheia de nuances e contradições. Da infância pobre à transformação em líder religioso, passando pelo banimento da Igreja Católica e a reinvenção como político, Padre Cícero – Poder, Fé e Guerra no Sertão, livro seminal retoma cada um dos passos que fazem do Padim um fenômeno de massa, responsável por arrebatar milhões de fieis que até hoje, 75 anos após sua morte, fazem de Juazeiro do Norte um dos maiores centros religiosos do planeta.
Com base em documentação farta e inédita, o jornalista Lira Neto promove um mergulho na vida surpreendente e pouco conhecida, e também resgata algumas das inquietações políticas e sociais que ajudaram a moldar o Brasil do século XX. A questão agora é na verdade, quem foi esse homem que, mesmo tendo um decreto de excomunhão assinado contra si, arrebatou o coração das massas e passou à memória coletiva e ao panteão popular como o santo Padim Ciço? Era um apostolo visionário que sobre entender a língua do povo, converteu multidões com sua singela pastoral sertaneja, mas ainda assim foi injustiçado por um clero intransigente, etnocêntrico, refratário às diferenças? Ou foi um sujeito astuto que usou a batina em seu próprio beneficio, amealhou fortunas em terras, inoveis e gado, alimentando a sede de poder com a miséria e ignorância de seus devotos?
Padre Cícero é o resultado de dez anos de pesquisa de Lira Neto, autor de livros como O Inimigo do Rei: Uma biografia de José de Alencar, premiado com o Jabuti em 2007, e Maysa: só numa multidão de amores, que deu origem à minissérie da TV Globo. Nesta biografia, uma das mais aguardadas do ano, o autor se debruça sobre a vida do mais amado e controvertido líder religioso que o Brasil já teve: Cícero Romão Batista, o "Padim Ciço" dos romeiros e fiéis.
Baseado em documentos raros e inéditos, o autor reconta, com riqueza de detalhes, os noventa anos de vida do sacerdote, desde seu nascimento no sertão cearense até a consagração como líder popular. Santo para alguns, impostor para outros, nesta biografia o padre Cícero é alvo de um olhar preciso, que desfaz equívocos históricos e ajuda a enxergar o homem por trás do mito.
Organizado em ordem cronológica, o livro é dividido em duas partes, que exploram diferentes momentos da vida de Cícero. Em "A Cruz", o foco está na religião: a ordenação como padre, os supostos milagres, os primeiros conflitos com o bispado cearense, que chegaram ao Vaticano e culminaram em seu afastamento da Igreja. Em "A Espada", o que fica em primeiro plano é a política, carreira que Cícero abraçou depois de proibido de ordenar - e que fez dele um dos homens mais influentes de seu tempo. Depois de lutar pela emancipação de Juazeiro, cidade da qual foi prefeito por quase vinte anos, Cícero elegeu-se vice-presidente (o equivalente a vice-governador) do estado do Ceará. Chegou a apadrinhar um exército de jagunços, numa revolução armada que levou à derrubada do governo local; aproximou-se de Lampião, de quem buscava apoio para combater a Coluna Prestes; arquitetou um pacto histórico entre os coronéis sertanejos, que ajudou a apaziguar a região e fez de Juazeiro o centro das aristocracias rurais do Ceará. Já perto do fim da vida foi eleito deputado federal, e ainda encontrou forças para fazer oposição a Getúlio Vargas, a quem classificava de "mensageiro do Satanás".
É sobre essa vida rica e atribulada que se debruça Cícero. Em um momento em que, acuada diante do avanço evangélico, a Igreja Católica avalia a reabilitação canônica do padre, esta biografia permite compreender a verdadeira dimensão de um dos personagens mais fascinantes da nossa história - e também resgata algumas das inquietações políticas e sociais que ajudaram a moldar o Brasil do século XX.


Título: Padre Cícero – Poder, Fé e Guerra no Sertão
Autor: Lira Neto
560 páginas
Biografia
Editora: Companhia das Letras

LANÇAMENTO











“Ôôôô... lobisomem!”
Profa. Renata Freitas Machado (diretora)
Profa. Ana Caroline Sapienza da Fonseca (orientadora pedagógica)
Prof. Kauê de Souza Martins (animador cultural)

“Seu lobisomem!”, expressão que com um pouco de acuidade percebe-se como uma, dentre os vários vocábulos ímpares de nossa Baixada Campista, propriamente é mais notável entre os habitantes da localidade de Boa Vista, localizada depois de Santo Amaro e antes da praia de Farol de São Tomé.




Há alguns anos a única instituição pública, que faz diferença e presença na localidade de Boa Vista (Escola Municipal Olavo Alves Saldanha Filho), através da Animação Cultural, que em pesquisas descobriu peculiaridades da cultura local, mais propriamente nos aspectos relacionados à memória, imaginário coletivo e identidade; a partir dessas pôde-se fazer alguns apontamentos que podem, a posteriori, servir de material para uma produção de pesquisa acadêmica nas áreas de história, antropologia e afins.
Hoje quem vai à praia do Farol de São Tomé, utilizando a rodovia RJ-216, inevitavelmente depara-se com algumas ruínas, com destaque para uma caixa-d’água que resiste ao tempo, ao passar pela localidade de Boa Vista. “Ruínas esta como outra qualquer? Talvez uma casa comum sem importância que tenha sido demolida”. Pasmem! Essas ruínas são nada mais nada menos do que o famoso sobradinho (real) de José Cândido de Carvalho, autor do romance “O coronel e o lobisomem”. Informação que aos poucos está sendo socializada aos moradores de Boa Vista e a quem mais se alcançar. Mas é interessante quando da posse das informações sobre José Cândido de Carvalho e o sobradinho (ou “sobrado” como é conhecido pelos moradores de Boa Vista), vislumbrar, nos mesmos: o espanto, o orgulho e a tristeza. Espanto pela descoberta; orgulho por ser a onde se é; tristeza por só estar em ruínas, a desvalorização e desconsideração social de um patrimônio tão importante para a Cultura, memória e identidade.
O início e o fim do sobradinho, de José Cândido de Carvalho, beiram a histórias, especulações e teorias conspiratórias. Dentre essas destacamos a de maior consenso proveniente de alguns relatos de testemunhas de alguns moradores mais antigos, que o sobradinho, há tempos idos, já fechado e abandonado, até porque do não conhecimento de sua áurea, servia de abrigo à transeuntes, indigentes e outros que por ali passavam e numa certa ocasião um cigarro provocou um grande incêndio destruindo o sobradinho, levando em consequência disso, visto que não havia condições estruturais para o seu restauramento, demolir o que sobrou por questões de segurança. Mas como não temos nenhum registro oficial de sua intempérie, na tradição oral dos moradores, apresentam-se testemunhos muitas vezes conflitantes e até contraditórios a respeito do ocorrido e gênese da edificação em questão. Já conversando com o Sr. Eduardo Saldanha, fazendeiro na região, doador do terreno onde se encontra a escola hoje (escola cujo nome é homenagem ao seu saudoso pai) relata que na verdade o sobradinho originalmente pertenceu ao “patriarca” dos Saldanha, que era seu avô e a família Cândido de Carvalho era muito amiga da família Saldanha e José Cândido de Carvalho desde tenra idade freqüentava o sobradinho.
Em contato direto com a Baixada Campista, arriscamos especular que foi o laboratório, o lugar que forneceu a “matéria-prima” para a construção e formação de seu estilo estético-literário que é mais nítido no romance “O coronel e o lobisomem”. Tentar compreender José Cândido de Carvalho, em profundidade, sem sua historicidade com o sobradinho, Boa Vista e Baixada Campista é como subir uma escadaria já pelo terceiro degrau... é possível, mas gasta-se uma parcela considerável de energia no empreendimento e corre-se o risco/perigo de ferir a fidelidade ao que é original fenomenológico, genealógico, arqueológico, filológico, para depois sim, o hermenêutico a uma de nossas mais notórias e brilhantes personalidades (José Cândido de Carvalho).
Hoje o que resta-nos, e a escola da localidade, ir ao local e dizer: “aqui é/foi o famoso sobradinho de José Cândido de Carvalho”.





Lançamento







sexta-feira, 31 de julho de 2009

lançamento


Há em todos nós um espaço sobre o qual ninguém tem poder, o espaço onde Deus habita. Quando nos entregamos a este lugar, desenvolvemos sentimentos de liberdade e confiança. Alguns caminhos podem facilitar o acesso a esse espaço: sólidas formas de meditação ou um lugar onde possamos nos sentar diante de Deus e onde possamos orar. A oração pessoal faz com que apresentemos a Deus o que nos move, seja utilizando palavras, ou em silêncio. Assim, a oração é mais do que um encontro com Ele, mas também, com a própria verdade. Aqui, Anselm Grün nos convida para este encontro que, esperamos, seja plenamente gratificante e edificador.

Você está sempre vigiado/a na corda bamba do cotidiano. Enquanto você passa o maior apuro há um montão de gente esperando seu próximo passo. O que você faz para manter o equilíbrio no corre-corre diário sem cair no fosso da insegurança e sem ficar preso no imobilismo do medo? Há uma vara de apoio que você pode contar: o equilíbrio interior.
O livro O espaço interior ensina a respeitar seu ritmo, assumir seu destino, doar-se sem se esgotar, viver o aqui e agora, cuidar de si, ser positivo e descobrir a quietude. Em cada um dos 15 capítulos, o autor parte das ânsias e necessidades de hoje, ilumina com a reflexão e a prática espiritual dos monges antigos e se abre a novos impulsos existenciais pela via espiritual. O texto fala do exterior e do interior, do que facilita e do que dificulta, do positivo e do negativo, do eu e do outro, do mundo e de Deus. Enfim, da arte de ser você mesmo.
O monge beneditino Anselm Grün, da Abadia de Münsterschwarzach (Alemanha), une a capacidade ímpar de falar das coisas profundas com simplicidade e expressar com palavras aquilo que as pessoas experimentam em seu coração. Procurado como palestrante e conselheiro, tornou-se autor de espiritualidade e mestre da alma.

Titulo: O espaço interior
Autor: Anselm Grün
88 páginas
R$ 14,00
Espiritualidade
Editora: Vozes

sexta-feira, 22 de maio de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

Especial Jorge Amado

















Jorge Amado
Biografia

Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.
Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.
Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau.


Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez longa viagem pela América Latina. Ao voltar, em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.
Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.
Em 1947, ano do nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado teve que se exilar com a família na França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu no Rio de Janeiro sua filha Lila. Entre 1950 e 1952, viveu na Tchecoslováquia, onde nasceu sua filha Paloma.
De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis. Doutor Honoris Causa por diversas universidades, Jorge Amado orgulhava-se do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.
A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em fitas gravadas para cegos.Em 1987, foi inaugurada em Salvador, Bahia, no Largo do Pelourinho, a Fundação Casa de Jorge Amado, que abriga e preserva seu acervo, colocando-o à disposição de pesquisadores. A Fundação objetiva ainda o desenvolvimento das atividades culturais na Bahia.
Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência, na Rua Alagoinhas, em 10 de agosto, dia em que completaria 89 anos.

Especial Jorge Amado



As imagens de Sartre no Brasil

A exposição Jorge Amado e Zélia Gattai, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir: Memórias de Viagem é uma mostra fotográfica comemorativa ao centenário de nascimento do filósofo Jean-Paul Sartre, um dos principais pensadores e literatos de nosso tempo.
As fotos em preto e branco, montadas em 13 painéis 90x120cm, foram produzidas por Zélia Gattai, no ano de 1961, durante a visita de Sartre ao Brasil, a convite de Jorge Amado. Verdadeira viagem no tempo, a exposição se traduz em um documento histórico da passagem do escritor e filósofo francês por várias cidades brasileiras e seu encontro com a cultura brasileira, contando com textos de Jorge Amado, Zélia Gattai, Simone de Beauvoir e do próprio Sartre, escrevendo sobre suas impressões do Brasil.
A moé uma realização da Fundação Casa de Jorge Amado que contou com o apoio das Faculdades Jorge Amado, tendo sido inaugurada na sede da referida Faculdade por ocasião das comemorações do aniversário do escritor Jorge Amado, que completaria 93 anos no dia 10 de agosto.

Especial Jorge Amado















































































quinta-feira, 9 de abril de 2009

lançamento















Livro sobre biodiversidade amazônica é lançado no Goeldi


Obra sintetiza os resultados das pesquisas realizadas entre 2004 e 2006 na região do Rio Urucu, em Manaus (AM), pelo projeto “Dinâmica de Clareiras sob Impacto da Exploração Petroleira”,coordenado pelo Museu e integrante da Rede CTPetro Amazônia


Agência Museu Goeldi – O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Petrobras lançam, na terça-feira, dia 14, o livro “Biodiversidade na Província Petrolífera de Urucu”, que compila os resultados dos esforços científicos empreendidos entre os anos de 2004 e 2006 pelo projeto “Dinâmica de Clareiras sob Impacto da Exploração Petroleira”, que integra a Rede CTPetro Amazônia e é coordenado pela herpetóloga Ana Prudente, pesquisadora do Museu Goeldi. O lançamento acontece a partir das 17h30, no Auditório Paulo Cavalcante, do Campus de Pesquisa do MPEG, situado à Avenida Perimetral, 1901, na Terra Firme, em Belém (PA).
Especialista da Coordenação de Zoologia do Museu Goeldi, Ana Prudente destaca a importância da obra a ser lançada na próxima semana, que reúne os frutos das análises feitas naqueles dois anos na região do Rio Urucu, no município de Coari, a 600 km de Manaus (AM), onde a Petrobrás mantém a Base Operacional Biólogo Pedro de Moura (BOGPM) ou Base Petrolífera de Urucu. “Além de compilar os resultados do projeto, o livro preza por uma linguagem mais acessível para os não-especialistas”, afirma a herpetóloga.
O Museu Goeldi também se faz representado na obra pela zoóloga Marlúcia Martins, que, assim como Ana Prudente, atuou na organização dos resultados. Largamente ilustrado, o livro aborda o meio físico, fauna e flora da Base Petrolífera do Urucu nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. Segundo a publicação, a Petrobrás atua na região desde a descoberta da Província Petrolífera de Urucu, ocorrida em 1986, que, hoje, faz do Amazonas o segundo produtor terrestre de petróleo, com a produção média de 56,5 barris por dia.
“O livro colocará um público mais amplo em contato com a extraordinária riqueza da biodiversidade amazônica. E, para aqueles diretamente envolvidos com a atuação da Petrobras na região, servirá a um só tempo como subsídio para a elaboração de planos e programas de gestão ambiental essenciais às nossas operações”, afirma Ricardo Castello Branco, Gerente Geral de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) de Gás, Energia e Desenvolvimento da Petrobrás, na apresentação da obra.
CTPetro – A Rede CTPetro Amazônia, à qual está ligada o projeto “Dinâmica de Clareiras sob o Impacto da Exploração Petroleira”, é formada pela cooperação entre Museu Goeldi, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Embrapa Amazônia Ocidental, Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Coordenada pelo pesquisador Luiz Antonio de Oliveira, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Rede CTPetro Amazônia busca intensificar a troca de informações entre as várias instituições de pesquisa e ensino superior que a integra no intuito de minimizar impactos e recuperar áreas da floresta utilizadas pelas atividades de prospecção e transporte de gás natural e petróleo.
Serviço: Lançamento do livro “Biodiversidade na Província Petrolífera de Urucu”, dia 14 de abril, às 17h30, no Auditório Dr. Paulo Cavalcante, Campus de Pesquisa do Museu Goeldi, bairro da Terra Firme, em Belém (PA).

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Noticias



Dom Erwin Kräutler fala, com exclusividade, sobre o caso
Dorothy Stang







Em entrevista dada a assessoria de imprensa da CNBB, o bispo prelado de Xingu (PA), dom Erwin Kräutler fala sobre a decisão da 1ª Câmara Criminal Isolada, do Tribunal de Justiça do Pará, que acatando recurso solicitado pelo promotor Édson Cardoso, anulou o julgamento de Vitalmiro Bastos de Moura, Biba, que é suspeito de mandar matar a missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005.

O que o senhor achou da decisão proferida pelo Tribunal de Justiça, anulando o julgamento e pedindo a prisão imediata do principal suspeito de mandar matar a missionária?

Sinceramente, não acreditei mais que chegaríamos a esse desfecho. Nós esperávamos que o julgamento de Vitalmiro Bastos, que tanto envergonhou esse país fosse anulado imediatamente. Custou, mas aconteceu. Mesmo assim, o Bida é apenas um dos integrantes desse consórcio criminoso que reina por aqui. Há outros envolvidos nesse bárbaro crime, uns diretamente, outros indiretamente. Alguns que prepararam todo o ambiente hostil à irmã Dorothy, exigindo que ela seja expulsa da região, ainda estão em liberdade.

Como é o clima na cidade de Altamira, após o anúncio da decisão do Tribunal de Justiça?

A notícia percorreu logo a cidade toda, mas o povo continua desconfiado. Infelizmente a Justiça é muito desacreditada por essa região. O povo não esquece que nos casos de abuso sexual de menores e dos mais perversos crimes cometidos contra meninos, os implicados, inclusive julgados e condenados a penas entre 35 e 77 anos de reclusão, encontram-se em liberdade. Por isso, as notícias sobre prisão de suspeitos e acusados dos mais diversos delitos são recebidas pela população com indiferença ou ceticismo.

O senhor acredita que agora ele, Vitalmiro Bastos, possa ser condenado pela morte da missionária?

Ele já foi condenado pela morte da irmã Dorothy! Nunca entendemos como Vitalmiro Bastos de Moura pôde ter sido posto em liberdade e como foi possível um segundo julgamento chegar a anular o primeiro que se baseou em provas irrefutáveis.

A Justiça decidiu pela anulação do julgamento porque a defesa foi acusada de usar provas ilegais, incluída nos autos sem o conhecimento do juiz e da Promotoria. A prova, que teria ajudado a inocentar Bida, foi um vídeo exibido durante seu julgamento, em maio do ano passado, onde outro acusado de participar do crime, Amair Feijoli da Cunha, inocenta Bida.

Com relação ao julgamento de Rayfran das Neves, o assassino confesso, no entendimento dos desembargadores, a avaliação do júri foi prejudicada porque, na época do julgamento, a Promotoria não teria conseguido provar a qualificadora de promessa de recompensa. Para a Justiça, se isso tivesse ocorrido, a pena de Rayfran seria maior.

A Justiça deve marcar uma nova sessão de julgamento para os acusados

sábado, 4 de abril de 2009

Suplemento



De volta


O Suplemento Literário de Minas Gerais tem novo superintendente: o escritor Jaime Prado Gouvêa. Jaime substituirá a professora Camila Diniz, que dirigiu o Suplemento nos últimos quatro anos. O atual superintendente integrou a geração responsável pelo Suplemento Literário, criado por Murilo Rubião, em algumas de suas fases mais importantes, entre 1969 e 1994. E, pela quinta vez, está de volta à equipe do periódico.“Desde minha última passagem pelo Suplemento, há uns 15 anos, mudou muita coisa. Naquela época não tínhamos nem computador. Estou me familiarizando novamente com todos os mecanismos e, com o tempo, evidentemente, vamos continuar a evoluir com a publicação”, diz Jaime. Mineiro de Belo Horizonte, ele é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No jornalismo, teve passagens pela redação do Jornal da Tarde, de São Paulo, e pela sucursal belorizontina de O Globo, entre 1971 e 1973.Estreou em livro com os contos de “Areia Tornando em Pedra” (Ed. Oficina, MG), em 1970, prosseguindo com “Dorinha Dorê” (Ed. Interlivros, MG), de 1975 e “Fichas de Vitrola” (Ed. Guanabara, RJ), de 1986, que vencera o Prêmio Nacional Guimarães Rosa – 82, da Secretaria de Cultura de Minas Gerais. Lançou, em 1991, o romance “O Altar das Montanhas de Minas”, pela Ed. Siciliano, de São Paulo. Em 2007, a Ed. Record (RJ) editou “Fichas de Vitrola & Outros Contos”, uma seleção de seus contos, que foi um dos vencedores do Prêmio Jabuti - 2008.

EVENTO


Terças Poéticas retoma agenda 2009 no dia 7 de abril

Após encerrar o ano de 2008 com 33 edições, público superior a 3200 pessoas e chegar a cinco cidades no interior de Minas, o projeto de leitura, vivência e memória de poesia Terças Poéticas retoma a sua agenda de 2009 no dia 07 de abril. Às 18h30, os Jardins Internos do Palácio das Artes recebem um dos maiores nomes da literatura nacional: o teórico, poeta, cronista, professor, administrador cultural e jornalista mineiro Affonso Romano de Sant’Anna. O autor, além de fazer a leitura de alguns de poemas próprios poemas, vai conduzir uma bela homenagem a três outros grandes poetas mineiros que se destacaram no cenário nacional: Bueno de Rivera, Emílio Moura e Henriqueta Lisboa.Será uma noite para relembrar essas personalidades da literatura brasileira que deixaram enorme contribuição, através de suas obras, para a poesia contemporânea brasileira.Affonso Romano de Sant’AnnaAffonso Romano de Sant’Anna é escritor, poeta, jornalista e professor. Mineiro, nascido em 1937, Affonso mora no Rio de Janeiro e tem uma produção literária diversificada e consistente, sempre refletindo sobre o Brasil e a cultura do seu tempo. Desde os anos 60 o autor teve participação ativa em movimentos que transformaram a poesia brasileira, interagindo com os grupos de vanguarda e construindo sua própria linguagem e trajetória.O escritor lecionou ainda em diversas universidades brasileiras, como a UFMG e UFRJ, e no exterior, nas universidades da California (UCLA), Koln (Alemanha), Aix-en-Provence (França). O trabalho de Affonso é nacionalmente reconhecido, tendo recebido importantes prêmios, como o Prêmio União Brasileira de Escritores, Prêmio Mário de Andrade do Instituto Nacional do Livro e Prêmio do Governo do Distrito Federal. Foi cronista no Jornal do Brasil (1984-1988) e do jornal O Globo até 2005, e atualmente escreve para os jornais Estado de Minas e Correio Brasiliense. Em sua obra, destacam-se "Canto e Palavra", "Que País é Este?", "Vestígios" e "A cegueira e o saber", os dois últimos lançados respectivamente em 2005 e 2006.Henriqueta LisboaHenriqueta Lisboa foi a primeira mulher eleita membro da Academia Mineira de Letras. Nascida em 15 de julho de 1904, na cidade de Lambari, Minas Gerais, publicou vários ensaios e poesias. Seu primeiro livro, chamado Fogo fátuo, foi publicado aos 21 anos. Para as crianças, Henriqueta dedicou três obras: O menino poeta (1943), Lírica (1958) e a reedição de O menino poeta, em 1975. Este último livro foi lançado em disco, pelo Estúdio Eldorado. Henriqueta faleceu em 1985, aos 82 anos, após receber diversos prêmios, entre eles o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras. A escritora também foi inspetora de alunos, professora de literatura e tradutora.Bueno de RiveraOdorico Bueno de Rivera Filho, mais conhecido por Bueno de Rivera nasceu em 3 de abril de 1911, em Santo Antônio do Monte, interior de Minas Gerais. Foi radialista e poeta surrealista brasileiro e em Belo Horizonte, ainda jovem, trabalhou como tipógrafo e microscopista do Serviço de Saúde, época que relembra em seu poema "O Microscópio". Bueno de Rivera era tido como "um dos mais famosos speakers de Minas", tendo trabalhado por muitos anos ao microfone da Rádio Mineira.Em 1950, Rivera lançou o guia de ruas de Belo Horizonte que leva o seu nome. O "Guia Rivera" ainda é publicado até os dias de hoje. Faleceu no dia 25 de junho de 1982 deixando publicadas suas três obras de maior repercussão: Mundo Submerso (1944); Luz do Pântano (1948); e Pasto de Pedra (1971).Emílio MouraEmílio Guimarães Moura nasceu em Dores do Indaiá (MG), em 1902. Foi um dos nomes mais representativos da Literatura Brasileira da fase modernista. O poeta brasileiro era redator de A Revista (1925), primeiro órgão modernista mineiro e iniciou suas publicações com Ingenuidade (1931), lançando depois Canto da Hora Amarga (1936), Cancioneiro (1943), O Espelho e a Musa (1949), O Instante e o Eterno (1953) e Itinerário Poético (1969). Em 1949 ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Mineira de Letras. Em 1969 foi a vez do prêmio do Pen Club do Brasil, e o Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro. O autor faleceu em 1971 na capital mineira, aos 69 anos.Terças Poéticas 2009Lançado em julho de 2005, o projeto Terças Poéticas é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais em parceria com a Fundação Clóvis Salgado, Suplemento Literário, Rádio Inconfidência e Rede Minas. Ao longo de três anos de estrada, a iniciativa teve mais de 120 edições em Belo Horizonte e no interior do Estado. Até o momento, o Terças Poéticas teve a participação de 163 poetas que realizaram 119 homenagens a figuras da poesia brasileira e internacional. No ano de 2008, o projeto expandiu sua atuação e foram realizadas também edições nas cidades de Juiz de Fora, Cataguases, Uberaba, Ouro Preto e Ipatinga.
Serviço
Terças Poéticas: Homenagem a Bueno de Rivera, Emílio Moura e Henriqueta Lisboa com Affonso Romano de Sant’Ana
Data: 07 de abril - 18h30
Local: Jardins Internos do Palácio das Artes(av. Afonso Pena, 1537, Centro)
Entrada franca

sábado, 28 de março de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009




Precisamos de música? Sim e urgentemente, por favor!




Toda pedagogia com fins meramente utilitaristas deve ser rejeitada. Esqueça educação para isso e para aquilo, emocionalização, melhoramento do mundo...



Música na escola - A contribuição do ensino da música no aprendizado e no convívio social da criança
Autor: Hans Günther Bastian
Coleção: Clave de Sol
R$ 19,90

Editora Paulinas

Fonte
Da Assessoria
Paulinas Editora

Afinal, precisamos mesmo de música? A pergunta norteou o estudo desenvolvido pelo professor Hans Günther Bastian a partir de uma pesquisa em sete escolas de ensino fundamental de Berlim (Alemanha) com crianças de 6 a 12 anos. Por seis anos (de 1992 a 1998), ele coordenou um grupo de pesquisadores no estudo da influência da educação musical no desenvolvimento individual e social dos estudantes.
Música na escola - A contribuição do ensino da música no aprendizado e no convívio social da criança reúne resultados importantes desse estudo e oferece argumentos convincentes para a exigência de um lugar central da Educação Musical na formação escolar em geral. Sem perder de vista que a música, assim como demais manifestações artísticas, deve proporcionar a alegria pelo belo, pelo lúdico e pela criatividade, o grupo pôde constatar que o ensino da música atua beneficamente nas habilidades cognitivas, psicomotoras, sociais, estéticas e criativas das crianças. As crianças que tiveram educação musical, sistematicamente, estavam mais integradas, social e emocionalmente, do que aquelas que não tinham acesso à disciplina (foram pesquisadas cinco turmas como grupo modelo e duas turmas como grupo de controle).
No primeiro capítulo, Bastian recorre às diversas fundamentações (antropológica, pedagógico-cultural, ontológica, teórico didáticas, político educacionais, terapêuticas, entre outras) para responder que “a educação pela e para a música seria o meio adequado para aprimorar eficazmente a socialização individual dos alunos, o clima social na escola e a chamada capacidade de empatia. [...], porque a música estimula emocionalmente, equilibra as tensões, favorece os contatos e a capacidade de experiência”. Assim, discute a influência da educação musical nos rendimentos escolares em geral e na capacidade de concentração e no desenvolvimento da inteligência.
Além de demonstrar cientificamente os efeitos da educação musical no desenvolvimento, Bastian envereda para o campo político-educacional, levantando muitas questões lancinantes, e pertinentes também para a realidade brasileira: por que o Estado não investe na educação musical? Não deveriam os políticos responsáveis pela cultura, os ministérios da educação, da ciência e da arte tudo arriscar, a fim de erradicar o escândalo da negligência na educação na sociedade? Será que a educação musical escolar, como centro de formação e de cultivo de uma cultura do amanhã, não está ameaçada pelo descompromisso, pela atrofia que ameaça a vida ou até mesmo pelo êxodo das escolas educativas em geral?

Turismo




Independente há 80 anos, Vaticano guarda tesouros artísticos


A criação de um Estado dentro de outro Estado, garantida pelo Tratado de Latrão 80 anos atrás, foi marcada pela construção da via della Conciliazione. É por ela que, saindo do castelo de Sant'Angelo - antigo mausoléu do imperador Adriano, erguido em 139 d.C. e usado como residência dos papas renascentistas-, chega-se ao Vaticano. Só se aventure por esse caminho se tiver tempo.
Há muito para se ver: a praça de São Pedro, onde o papa aparece aos domingos, às 12h, para abençoar a multidão; o domo, projetado por Michelangelo (1475-1564) e de onde, a 132,5 metros de altura o turista observa a colunata de Bernini (1598-1680); a basílica, também decorada por Bernini e ponto de partida para as grutas, o tesouro e a sacristia; os museus, que abrigam uma das coleções de arte mais importantes do mundo; e a capela Sistina, com afrescos de Michelangelo, Perugino e Botticelli.
Quem estiver por lá no próximo mês também poderá acompanhar celebrações da época da Quaresma. A mais esperada é mesmo a do Domingo de Páscoa, no próximo dia 12, às 10h30, na praça de São Pedro.
Toda a programação religiosa de abril está disponível no site oficial (www.vatican.va). Ele avisa também que no próximo dia 2, às 18h, haverá missa pelo aniversário da morte do papa João Paulo 2º na capela papal.
Fonte: Folha de S.Paulo

Museu






AGÊNCIA MUSEU GOELDI




Goeldi lança documentário sobre educação patrimonial





Educadores assinam roteiro que conta a história de um programa que completa cinco anos estimulando a criatividade e o reconhecimento da importância do patrimônio para a identidade cultural
Agência Museu Goeldi - Para além da ciência, a arqueologia do Museu Goeldi propõe que as populações tradicionais se reconheçam no patrimônio encontrado em regiões sob impacto da exploração dos recursos naturais na Amazônia. Desde agosto de 2005, educadores e arqueólogos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) estabelecem em conjunto com moradores de Parauapebas, no sudeste do Pará, um processo de criação cultural e de conhecimento do patrimônio arqueológico da região. São mais de 100 pessoas envolvidas em oficinas sobre cultura indígena, técnicas de produção fotográfica e de percepção cultural, desenho e pintura, produção de artesanato em cerâmica. Os principais resultados dessa interação são, agora, apresentados em documentário com lançamento marcado para este final de semana.
Denominado “Programa de Educação Patrimonial para a área do projeto Salobo”, tem produção do Museu Goeldi, através da equipe de educadores - Janice Lima, Paulo Cézar Simão, Simone Moura e Zenaide Paiva -, que atuam na iniciativa. O documentário em DVD apresenta, em 35 minutos, é memória das principais ações do programa. Oficinas, palestras e visitas aos sítios arqueológicos da região, além de depoimentos dos participantes e moradores da região compõem o roteiro. O vídeo foi dirigido pelos educadores Melissa Barbery e Felipe Pamplona, bolsistas de pesquisa do Programa, que também assinam o roteiro com Janice Lima.



O lançamento do documentário em Parauapebas acontece no dia 28 de março, às 14 horas, na Escola Monteiro Lobato, na Vila Paulo Fonteles; e no dia 29, às 10 horas, na Escola Alegria do Saber, na Vila Sansão; e às 14 horas, na Secretaria de Ação Social do município.
Educação – Vinculado às pesquisas arqueológicas que o Museu Goeldi realiza, em parceria com a empresa Vale e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa), na área de mineração da jazida do Salobo, localizada na Floresta Nacional Tapirapé-Akiri, o Programa de Educação Patrimonial para a Área do Projeto Salobo promoveu, desde 2005, 36 oficinas para grupos de crianças, adolescentes e adultos das vilas Sansão e Paulo Fonteles, e 20 oficinas para jovens e adultos da área urbana de Parauapebas, além de palestras, visitas e exposição. Mais de 100 pessoas participaram de atividades lúdico-educativas, que abordaram temas como Arqueologia, cultura indígena, técnicas de produção fotográfica e de percepção cultural, desenho e pintura, produção de artesanato e bijuteria em cerâmica, entre outros.
“O reconhecimento e a valorização das comunidades em relação aos patrimônios arqueológico e cultural, através da interlocução entre pesquisadores, educadores, professores, estudantes, donas de casa, pequenos agricultores e pecuaristas e outros moradores locais”, é o principal benefício da implantação do Programa, segunda a experiência da educadora e coordenadora, Janice Lima. A realização de programas de educação patrimonial dessa natureza – executado ao longo de todas as etapas das pesquisas arqueológicas em áreas que antecedem os empreendimentos de grande porte, como a exploração de cobre e ouro do Salobo -, é uma exigência de legislação federal, prevista na Portaria 230 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Para a educadora, a produção artesanal com referência na cerâmica arqueológica e o usufruto do conhecimento produzido pela pesquisa arqueológica sobre esse patrimônio nas escolas e comunidades locais são outras contribuições do Programa, que encerra suas atividades em setembro desse ano. “Esperamos que os artesãos consigam se organizar melhor para ampliar a produção e comercialização de cerâmicas com motivos arqueológicos, divulgando assim a memória dos povos que ali habitaram anteriormente e melhorando sua qualidade de vida”.
Serviço: Lançamento do documentário “Programa de Educação Patrimonial para a área do projeto Salobo”. Em Parauapebas, no dia 28 de março, às 14 horas, na Escola Monteiro Lobato, na Vila Paulo Fonteles; e no dia 29, às 10 horas, na Escola Alegria do Saber, na Vila Sansão; e às 14 horas, na Secretaria de Ação Social do município.

Lançamento

Confidências


Cartas revelam a personalidade de Machado de Assis, totalmente preocupado com o amigo Mário de Alencar

Ricardo Gomes


Ainda nas comemorações do centenário de morte de Machado de Assis, a Editora Ouro sobre Azul lança Empréstimos de ouro: cartas de Machado de Assis a Mário de Alencar, apaixonante viagem pelo Rio de Janeiro do final do século XIX, o começo do século XX, feita através da experiência de um ser excepcional, que soube aliar a finura do texto e a argúcia da observação, a um conjunto raro de qualidades humanas.

Ocioso seria afirmas que o interesse sobre a vida e obra do “bruxo do Cosme Velho”, se esgotou. Hoje, com as diversas edições, especialmente das cartas trocadas com representantes das mais diversas esferas da sociedade, aspectos da personalidade de Machado de Assis são revelados.
Machado de Assis poderia integrar o grupo dos criadores que imprimiram a escrita timbre mais original do que a vida, equilibrando um cotidiano medido com o contrapeso da ousadia na invenção. As cartas trocadas com Mário de Alencar revelam um outro Machado, preocupado com os destinos da Academia Brasileira de Letras. Algumas inéditas e outras já publicadas, as cartas estão ganhando edição organizada por Eduardo Coutinho e Teresa Cristina Meireles de Oliveira, lançamento da Editora Ouro sobre Azul. Empréstimo de ouro: cartas de Machado de Assis a Mário de Alencar constitui uma obra importante para os estudiosos do Imortal, revelando a elegância de sentimentos com que, esquecido de si, velho e doente, passa bom tempo, do período que vai de 1902 a 1908, empenhado em atender as fragilidades do amigo mais moço, amparando-o, conduzindo-o e confortando-o.
Para Machado, as cartas acabam funcionando como pequenas narrativas, trazendo à tona, alem do desprendimento de quem escreve, um numero de situações e episódios sempre externos a Machado de Assis, que dessa forma, mantém intacta a discrição em torno da esfera privada.
As cartas mostram ainda hábitos e costumes de um tempo diferente do nosso, quando o texto manuscrito reinava como forma de comunicação, com os bondes ainda puxados a burros, a indumentária, extremamente composta e a podidez, um valor. Um tempo que as correspondências eram entregues por mensageiros, que sempre aguardavam pelas respostas.
Ao contrario da imagem de Machado de Assis como um homem mal humorado, acido e desencantado com a vida as cartas revelam um outro Machado, solicito e carinhoso com um correspondente cuja fragilidade percebe-se claramente. E essa amizade é correspondida por Mário de Alencar com apego e dedicação ainda maiores, como se pode verificar lendo as suas cartas a Machado de Assis. Chega a ser comovente o tom carinhoso com o qual reveste a veneração pelo amigo, expressa não apenas pela admiração pela sua obra, mas no interesse pela sua saúde e bem estar.
Mário de Alencar não permite que os males de sua constituição delicada diminua a atenção com que procura mitigar as do amigo. Postas lado a lado, as cartas reunidas no livro formam um dialogo da mais edificada amizade.

As confidencias a um grande amigo

As cartas trocadas entre Machado de Assis com Mário de Alencar revelam a amizade entre ambos. Pertencentes a Afrânio Coutinho, grande estudioso da obra de Machado de Assis, os manuscritos que estão reunidos no livro Empréstimos de ouro: cartas de Machado de Assis a Mário de Alencar fazem parte do Centro de Estudos Afrânio Peixoto, localizado na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ao todo são vinte e duas cartas, escritas pelo “bruxo do Cosme Velho ao amigo, filho do escritos José de Alencar, ambos grandes amigos do autor de Dom Casmurro, no período que se estende de novembro de 1902 a agosto de 1908, um mês antes de seu falecimento.
A amizade de Machado de Assis devotava a Mário de Alencar vinha da imensa admiração que nutria pela figura do pai do jovem interlocutor referencia literária fundamental na trajetória intelectual de toda a sua geração.
Desde as primeiras cartas, já demonstrava Machado de Assis uma grande amizade. E quase sempre as referencias como “meu querido amigo”, e a despedida ratifica o bom “velho amigo”. Apesar da diferença de idade, o teor das cartas demonstram um profundo afeto a que não falta a presença da camaradagem, do desabafo e da confiança recíproca: duas almas que trocam confidencias, a quem os nervos são o inimigo a ser combatido e a melancolia o incomodo a ser mitigado.
As sucessivas queixas de Mário de Alencar em relação a sua saúde levam Machado a exortar o amigo a enfrentar o mal que o aflige. A arte é remédio e o melhor deles, destaca em uma das cartas. Machado aconselha o amigo a buscar o conforto na família e quando pede desculpas ao amigo quando se aproxima do final de sua vida, pela sua letra e pela brevidade de suas cartas, sinais evidentes de sua saúde debilitada.



Um empréstimo de ouro


A atenção de Machado com o amigo, que, estando por perto, equivaleria a um empréstimo de ouro, revelação feita em sua carta de 25 de março de 1907, não se restringe aos aspectos mencionados, volta-se também para a sua produção literária. Machado acompanha com grande interesse, como no caso do mito de Prometeu, que Mário investigava visando a uma possível publicação. Esse fenômeno, que aparece em varias cartas, torna-se emblemático, configura-se num símbolo da audácia, heroísmo e suplicio, que se pode identificar com a figura do artista criador.
E diante disso, nas cartas as exortações de Machado para com seu projeto literário tenha animo diante das adversidades e continue com seu projeto literário. E3m carta de 23 de fevereiro de 1908, relata Machado ao amigo Recomende-me também ao velho Prometeu, a quem dirá que o espero inteiro e humano, ainda que em outra língua, todas são cabais para o suplicio.
Este tom inequivocadamente preenche de melancolia, apesar do estimulo dado ao amigo, é algo presente nas cartas de Machado, onde se vêem a sombra do Conselheiro Aires, protagonista do romance que concluía, conforme carta de 22 de dezembro de 1907. É um Machado nostálgico, triste, que revela: Estes meus últimos dias tem sido de enfado e naturalmente não é assunto que procure papel, e na carta de 7 de março de 1908, onde exclama: Um hospital, meu querido..

quarta-feira, 25 de março de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

Lançamento Editora Idéias &Letras



KANT
Paul Guyer (Org.)
Cassiano Terra Rodrigues (Tradução)
A vasta obra do filósofo alemão Immanuel Kant carecia de um estudo definitivo em língua portuguesa. Esta lacuna vem a ser preenchida com o mais recente título da Coleção Companions & Companions da Editora Idéias & Letras. Em Kant, obra organizada pelo professor Paul Guyer, da Universidade da Pensilvânia, o leitor tem diante de si um minucioso e completo estudo sobre o autor da Crítica da Razão Pura que revolucionou o pensamento ocidental.
Conheça outros livros da Coleção:
- Primórdios da Filosofia Grega - A.A. Long (Org.)
- Filosofia Medieval - A. S. McGrade (Org.)
- Teoria Crítica - Fred Rush (Org.)
- Aristóteles - Jonathan Barnes (Org.)
- Descartes - John Cottingham (Org.)

segunda-feira, 23 de março de 2009

sábado, 21 de março de 2009

Monitor Campista







Padre VIeira- Lançamentos



O Imperador da Língua Portuguesa
Ricardo Gomes

Personalidade do século XVII e um dos maiores nomes da literatura em língua portuguesa. Edições Loyola esta lançando o segundo volume dos Sermões.





Ainda nas comemorações dos 400 anos de nascimento, Padre Antônio Vieira continua ganhando novas edições completas de sua obra, compreendida entre Sermões e Cartas. Edições Loyola lançou o primeiro volume da edição completa dos Sermões (296 páginas- R$ 42,00) e a Editora Globo também colocou no mercado editorial o segundo volume das Cartas (563 páginas- R$ 46,00).
O jesuíta ficou conhecido por sua posição contraria a escravização dos índios. Mas a sua atuação era voltada a conversão dos indígenas ao Catolicismo, mas antes de mais nada os defendia os direitos humanos dos povos indígenas, e era por eles chamado de "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi). Antônio Vieira defendeu também os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos, perseguidos à época pela Inquisição) e cristãos-velhos (os católicos tradicionais), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição. Na literatura, seus sermões possuem enorme importância no barroco brasileiro e português. As universidades de todo mundo freqüentemente exigem sua leitura.
Ficou conhecido como o “imperador da língua portuguesa”, outorgado por ninguém menos que Fernando Pessoa., e essa talvez seja a melhor definição que melhor caracteriza a grandeza literária do jesuíta. Vieira nasceu em Lisboa, nos inícios de 1608. Faleceu na Bahia, em 1697. Com uma existência quase centenária, Vieira foi uma figura ativa e teve tempo de sobra para incomodar os poderosos dos dois lados do Atlântico. Sua obra ganhou ênfase, e Vieira se tornou um dos mais influentes escritores, alem de orador da Companhia de Jesus. Um dos mais influentes personagens do século XVII em termos de política destacou-se como missionário em terras brasileiras.
Vieira foi ainda pregador régio, diplomata, missionário nos estados do Maranhão e Pará. Editor e revisor de seus textos literários. Seus sermões "ajudam a entender melhor a verdade, a justiça e o amor", explica Pereira, que também revela o sermão predileto de Vieira, o Sermão do Bom Ladrão - um tratado sobre a corrupção que apresenta alguns remédios para se acabar com ela: o bem, a paz e a justiça.

Nos Sermões um discurso engenhoso

Se por um lado, os Sermões são constituídos de um discurso denso, uma das marcas do estilo barroco, sobrecarregados de idéias bastante complexas, discursos sinuosos, mas, no entanto são bem desprovidos dos traços da técnica ornamental que caracteriza a maior parte da literatura da época. Seus discursos engenhosos acaba se transformando num artefato para facilitar a veiculação de suas idéias.
E para se expressar em linguagem figurada, uma teoria da ação nos Sermões, é possível afirmar que Vieira ajustava seu discurso como se estivesse comprimindo a carga de uma arcabuz. Uma pena que expelem ferro e fogo, e as suas palavras como pistolas carregadas sempre prontas a disparar metáforas que define a palavra como uma força que movimenta idéias e deflagra atitudes.
A edição da Loyola dos sermões é voltada para iniciantes na obra de Vieira e pretende despertar o interesse por edições originais críticas. Segundo Pereira, o principal atrativo do livro é a tradução das citações em latim que proporciona uma leitura sem interrupções, livre de rodapés. Para facilitar também a compreensão, o editor redigiu resumos que antecedem cada sermão.
Os sermões foram apresentados por Vieira em tempos e lugares diferentes, ao acaso e sem ordem. Por isso, essa edição situa a cronologia dos sermões nas orelhas dos livros. Ao final, a publicação traz referências literárias, listas para que se conheçam os sermões impressos com o consentimento do autor, os sermões do autor e os "totalmente alheios", além de documentos oficiais como a aprovação que Vieira teve do provincial de Portugal, licenças da religião, do santo ofício, do paço e autorização do príncipe.


Nas Cartas as reflexões sobre momentos da História

O próprio Vieira destacava a sua produção epistolas, composta por cerca de setecentas cartas, com um estilo em diferente dos Sermões. Isso sem contar que era uma tradição dos jesuítas a troca de correspondências. As Cartas são documentos reveladores tanto da personalidade de seu autor, como de uma serie de circunstancias bem inusitadas para seu tempo. Vieira relata em suas correspondências, fatos históricos vividos pela monarquia lusitana nos meados do século XVII.
A edição do segundo volume que esta sendo lançada pela Editora Globo, organizada pelo historiador português João Lúcio de Azevedo, teve sua primeira edição publicada em 1925, mas somente agora esta ganhando edição no Brasil. João Lúcio de Azevedo foi também responsável pelas apresentações dos dois períodos cobertos por estas epístolas — “Desterro e processo em Coimbra” e “Segunda jornada a Roma” —, além das notas e da cronologia. A presente edição contou com o apoio cultural do governo português através da DGLB (Divisão Geral do Livro e das Bibliotecas).
Os dois períodos cobertos por estas cartas estão entre os mais importantes de uma longa existência que esteve sempre no centro dos acontecimentos religiosos, intelectuais, políticos e diplomáticos de sua época, não apenas no Brasil, não somente em Portugal, mas também na Europa e no mundo, através de sua proeminência na Companhia de Jesus e de seus contatos com os poderosos do tempo. O autor destas cartas é, reconhecidamente, um dos mais importantes intelectuais do século XVII e um dos mais influentes homens de seu tempo no Brasil e em Portugal. Além de ser, ele próprio, detentor do título de “imperador da língua portuguesa” — outorgado por ninguém menos que Fernando Pessoa.