

AGÊNCIA MUSEU GOELDI
Goeldi lança documentário sobre educação patrimonial
Educadores assinam roteiro que conta a história de um programa que completa cinco anos estimulando a criatividade e o reconhecimento da importância do patrimônio para a identidade cultural
Agência Museu Goeldi - Para além da ciência, a arqueologia do Museu Goeldi propõe que as populações tradicionais se reconheçam no patrimônio encontrado em regiões sob impacto da exploração dos recursos naturais na Amazônia. Desde agosto de 2005, educadores e arqueólogos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) estabelecem em conjunto com moradores de Parauapebas, no sudeste do Pará, um processo de criação cultural e de conhecimento do patrimônio arqueológico da região. São mais de 100 pessoas envolvidas em oficinas sobre cultura indígena, técnicas de produção fotográfica e de percepção cultural, desenho e pintura, produção de artesanato em cerâmica. Os principais resultados dessa interação são, agora, apresentados em documentário com lançamento marcado para este final de semana.
Denominado “Programa de Educação Patrimonial para a área do projeto Salobo”, tem produção do Museu Goeldi, através da equipe de educadores - Janice Lima, Paulo Cézar Simão, Simone Moura e Zenaide Paiva -, que atuam na iniciativa. O documentário em DVD apresenta, em 35 minutos, é memória das principais ações do programa. Oficinas, palestras e visitas aos sítios arqueológicos da região, além de depoimentos dos participantes e moradores da região compõem o roteiro. O vídeo foi dirigido pelos educadores Melissa Barbery e Felipe Pamplona, bolsistas de pesquisa do Programa, que também assinam o roteiro com Janice Lima.
O lançamento do documentário em Parauapebas acontece no dia 28 de março, às 14 horas, na Escola Monteiro Lobato, na Vila Paulo Fonteles; e no dia 29, às 10 horas, na Escola Alegria do Saber, na Vila Sansão; e às 14 horas, na Secretaria de Ação Social do município.
Educação – Vinculado às pesquisas arqueológicas que o Museu Goeldi realiza, em parceria com a empresa Vale e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa), na área de mineração da jazida do Salobo, localizada na Floresta Nacional Tapirapé-Akiri, o Programa de Educação Patrimonial para a Área do Projeto Salobo promoveu, desde 2005, 36 oficinas para grupos de crianças, adolescentes e adultos das vilas Sansão e Paulo Fonteles, e 20 oficinas para jovens e adultos da área urbana de Parauapebas, além de palestras, visitas e exposição. Mais de 100 pessoas participaram de atividades lúdico-educativas, que abordaram temas como Arqueologia, cultura indígena, técnicas de produção fotográfica e de percepção cultural, desenho e pintura, produção de artesanato e bijuteria em cerâmica, entre outros.
“O reconhecimento e a valorização das comunidades em relação aos patrimônios arqueológico e cultural, através da interlocução entre pesquisadores, educadores, professores, estudantes, donas de casa, pequenos agricultores e pecuaristas e outros moradores locais”, é o principal benefício da implantação do Programa, segunda a experiência da educadora e coordenadora, Janice Lima. A realização de programas de educação patrimonial dessa natureza – executado ao longo de todas as etapas das pesquisas arqueológicas em áreas que antecedem os empreendimentos de grande porte, como a exploração de cobre e ouro do Salobo -, é uma exigência de legislação federal, prevista na Portaria 230 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Para a educadora, a produção artesanal com referência na cerâmica arqueológica e o usufruto do conhecimento produzido pela pesquisa arqueológica sobre esse patrimônio nas escolas e comunidades locais são outras contribuições do Programa, que encerra suas atividades em setembro desse ano. “Esperamos que os artesãos consigam se organizar melhor para ampliar a produção e comercialização de cerâmicas com motivos arqueológicos, divulgando assim a memória dos povos que ali habitaram anteriormente e melhorando sua qualidade de vida”.
Serviço: Lançamento do documentário “Programa de Educação Patrimonial para a área do projeto Salobo”. Em Parauapebas, no dia 28 de março, às 14 horas, na Escola Monteiro Lobato, na Vila Paulo Fonteles; e no dia 29, às 10 horas, na Escola Alegria do Saber, na Vila Sansão; e às 14 horas, na Secretaria de Ação Social do município.

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