sexta-feira, 27 de março de 2009




Precisamos de música? Sim e urgentemente, por favor!




Toda pedagogia com fins meramente utilitaristas deve ser rejeitada. Esqueça educação para isso e para aquilo, emocionalização, melhoramento do mundo...



Música na escola - A contribuição do ensino da música no aprendizado e no convívio social da criança
Autor: Hans Günther Bastian
Coleção: Clave de Sol
R$ 19,90

Editora Paulinas

Fonte
Da Assessoria
Paulinas Editora

Afinal, precisamos mesmo de música? A pergunta norteou o estudo desenvolvido pelo professor Hans Günther Bastian a partir de uma pesquisa em sete escolas de ensino fundamental de Berlim (Alemanha) com crianças de 6 a 12 anos. Por seis anos (de 1992 a 1998), ele coordenou um grupo de pesquisadores no estudo da influência da educação musical no desenvolvimento individual e social dos estudantes.
Música na escola - A contribuição do ensino da música no aprendizado e no convívio social da criança reúne resultados importantes desse estudo e oferece argumentos convincentes para a exigência de um lugar central da Educação Musical na formação escolar em geral. Sem perder de vista que a música, assim como demais manifestações artísticas, deve proporcionar a alegria pelo belo, pelo lúdico e pela criatividade, o grupo pôde constatar que o ensino da música atua beneficamente nas habilidades cognitivas, psicomotoras, sociais, estéticas e criativas das crianças. As crianças que tiveram educação musical, sistematicamente, estavam mais integradas, social e emocionalmente, do que aquelas que não tinham acesso à disciplina (foram pesquisadas cinco turmas como grupo modelo e duas turmas como grupo de controle).
No primeiro capítulo, Bastian recorre às diversas fundamentações (antropológica, pedagógico-cultural, ontológica, teórico didáticas, político educacionais, terapêuticas, entre outras) para responder que “a educação pela e para a música seria o meio adequado para aprimorar eficazmente a socialização individual dos alunos, o clima social na escola e a chamada capacidade de empatia. [...], porque a música estimula emocionalmente, equilibra as tensões, favorece os contatos e a capacidade de experiência”. Assim, discute a influência da educação musical nos rendimentos escolares em geral e na capacidade de concentração e no desenvolvimento da inteligência.
Além de demonstrar cientificamente os efeitos da educação musical no desenvolvimento, Bastian envereda para o campo político-educacional, levantando muitas questões lancinantes, e pertinentes também para a realidade brasileira: por que o Estado não investe na educação musical? Não deveriam os políticos responsáveis pela cultura, os ministérios da educação, da ciência e da arte tudo arriscar, a fim de erradicar o escândalo da negligência na educação na sociedade? Será que a educação musical escolar, como centro de formação e de cultivo de uma cultura do amanhã, não está ameaçada pelo descompromisso, pela atrofia que ameaça a vida ou até mesmo pelo êxodo das escolas educativas em geral?

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